Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022
Secundigesta, um parto normal há 1 ano, vem para início de um novo pré-natal. Durante a consulta realizada ultrassonografia com a imagem abaixo. Frente ao diagnóstico dessa gestação gemelar podemos considerar:
Gestação gemelar: Corionicidade define riscos. Monocoriônica diamniótica → Risco STT e prematuridade.
A imagem de ultrassonografia é crucial para determinar a corionicidade e amnionicidade da gestação gemelar, o que define os riscos e o manejo. Uma gestação monocoriônica diamniótica, embora tenha duas bolsas amnióticas, compartilha uma única placenta, aumentando o risco de Síndrome Transfusor-Transfundido (STT) e, como toda gestação múltipla, o risco de prematuridade.
A gestação gemelar representa um desafio no pré-natal devido ao aumento significativo dos riscos maternos e fetais. A determinação da corionicidade e amnionicidade é o passo mais crítico no manejo, idealmente realizada no primeiro trimestre (entre 11 e 14 semanas) por ultrassonografia. A corionicidade refere-se ao número de placentas, e a amnionicidade ao número de bolsas amnióticas. Existem três tipos principais: dicoriônica diamniótica (duas placentas, duas bolsas), monocoriônica diamniótica (uma placenta, duas bolsas) e monocoriônica monoamniótica (uma placenta, uma bolsa). A fisiopatologia dos riscos varia conforme a corionicidade. Gestações monocoriônicas, por compartilharem uma única placenta, estão sujeitas a anastomoses vasculares que podem levar à Síndrome Transfusor-Transfundido (STT), uma condição grave com alta mortalidade se não tratada. Além disso, todas as gestações múltiplas, independentemente da corionicidade, apresentam um risco aumentado de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto operatório. O manejo da gestação gemelar exige um acompanhamento pré-natal mais rigoroso e frequente. Para gestações monocoriônicas diamnióticas, a vigilância para STT é essencial, com ultrassonografias seriadas a cada 2-4 semanas a partir do segundo trimestre. A orientação sobre o risco de prematuridade é fundamental para todas as gestantes de múltiplos, com foco na identificação precoce de sinais de trabalho de parto prematuro e estratégias de prevenção.
A corionicidade é o fator mais importante para determinar o prognóstico e o manejo da gestação gemelar, pois define os riscos específicos. Gestação monocoriônica (uma placenta) tem riscos maiores, como a Síndrome Transfusor-Transfundido, em comparação com a dicoriônica (duas placentas).
Os principais riscos incluem a Síndrome Transfusor-Transfundido (STT), restrição de crescimento intrauterino seletiva, anomalias congênitas e, como em todas as gestações múltiplas, o risco aumentado de prematuridade e pré-eclâmpsia.
A ultrassonografia no primeiro trimestre é crucial para determinar a corionicidade. O sinal do lambda (λ) ou "twin peak sign" indica dicorionicidade, enquanto o sinal do T invertido (T sign) sugere monocorionicidade. A espessura da membrana intergemelar também é um indicativo.
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