UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Uma mulher de 28 anos, G1P0, recebe o diagnóstico de gestação gemelar com 15 semanas. O exame cuidadoso das membranas revela uma membrana fina entre os dois fetos. Qual das seguintes afirmativas é mais acurada?
Membrana fina entre fetos em gestação gemelar → Monocoriônica (monozigótica) → maior risco.
A presença de uma membrana fina entre os fetos em uma gestação gemelar sugere uma gestação monocoriônica (compartilhamento da placenta), que é mais comum em gestações monozigóticas e está associada a maiores riscos e complicações.
A gestação gemelar é uma condição que exige manejo obstétrico especializado devido ao aumento significativo dos riscos maternos e fetais. A classificação da gestação gemelar, principalmente em relação à corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de bolsas amnióticas), é fundamental para determinar o prognóstico e o plano de acompanhamento. A presença de uma membrana fina entre os dois fetos, observada no ultrassom, é um achado crucial que indica uma gestação monocoriônica, ou seja, os fetos compartilham a mesma placenta. Embora nem toda gestação monozigótica seja monocoriônica (a divisão precoce do zigoto pode resultar em dicoriônica), a maioria das gestações monocoriônicas é monozigótica. A gestação dizigótica (gêmeos fraternos) é sempre dicoriônica diamniótica, com duas placentas e duas bolsas, e uma membrana intergemelar mais espessa. Para residentes, a identificação precoce da corionicidade e amnionicidade (idealmente no primeiro trimestre) é vital. Gestação monocoriônica está associada a complicações graves como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e maior risco de óbito fetal. O acompanhamento ultrassonográfico deve ser mais frequente e detalhado para monitorar essas potenciais intercorrências, garantindo a melhor assistência possível.
Uma membrana intergemelar fina (sinal do 'T' invertido) sugere monocorionicidade, enquanto uma membrana espessa (sinal do 'lambda' ou 'twin peak') indica dicorionicidade.
A gestação monozigótica pode ser dicoriônica diamniótica (divisão precoce), monocoriônica diamniótica (mais comum, divisão intermediária) ou monocoriônica monoamniótica (divisão tardia).
Gestação monocoriônica apresenta maiores riscos, como Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva, anomalias congênitas e morte de um dos fetos, devido ao compartilhamento placentário.
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