HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Paciente, 27 anos, dá entrada em pronto atendimento com quadro de abdome agudo. À avaliação da admissão, evidenciado taquicardia, hipotensão e sangramento genital vermelho escuro. Acompanhante comparece trazendo exames realizados 2 dias antes: beta-HCG de 3000 mUI/mL e ultrassonografia transvaginal evidenciando apenas útero vazio e ligeiramente aumentado. Sangramento escuro e intermitente. Com base no caso clínico em questão, é CORRETO afirmar que a hipótese diagnóstica mais provável e o exame que deve ser realizado para confirmação do quadro são:
Gestação ectópica rota: instabilidade hemodinâmica + beta-HCG (+) + útero vazio na USG.
A tríade de dor abdominal, sangramento vaginal e massa anexial é clássica da gestação ectópica. A instabilidade hemodinâmica, associada a beta-HCG positivo e útero vazio, sugere ruptura e exige intervenção imediata.
A gestação ectópica é uma condição em que o embrião se implanta fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. A suspeita deve surgir em qualquer mulher em idade fértil com dor abdominal, sangramento vaginal e teste de gravidez positivo. O diagnóstico é baseado na combinação de beta-HCG sérico e ultrassonografia transvaginal. Um beta-HCG acima do "nível de discriminação" (geralmente 1500-2000 mUI/mL) sem evidência de gestação intrauterina na USG é altamente sugestivo. A presença de instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão) indica ruptura e hemorragia interna, configurando uma emergência médica. O manejo da gestação ectópica rota é cirúrgico e urgente, geralmente por laparoscopia ou laparotomia, para controle da hemorragia e remoção da gestação. A culdocentese, embora menos utilizada atualmente, pode ser um método rápido para detectar hemoperitônio em situações de recursos limitados ou quando a USG não está imediatamente disponível.
Os sinais de alerta incluem dor abdominal intensa, sangramento vaginal, taquicardia, hipotensão e sinais de choque. A instabilidade hemodinâmica é um indicativo de ruptura e hemorragia interna.
A culdocentese, embora menos comum hoje com a USG, pode ser usada em cenários de emergência para detectar sangue não coagulável no fundo de saco de Douglas, confirmando hemoperitônio em casos de gestação ectópica rota.
A principal diferença é a estabilidade hemodinâmica. Abortamentos raramente causam hipotensão e taquicardia significativas, enquanto a gestação ectópica rota é uma emergência hemorrágica com risco de choque. O útero vazio com beta-HCG positivo é crucial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo