UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Paciente proveniente de Barras-PI deu entrada na MDER com quadro de dor abdominal, atraso menstrual, sangramento transvaginal discreto, instabilidade hemodinâmica e β-hcg positivo. Em relação ao caso clínico, marque a opção CORRETA.
Gestação ectópica rota + instabilidade hemodinâmica → Internar, repor volemia, tipagem/reserva sangue, laparotomia exploradora.
A instabilidade hemodinâmica em um quadro de dor abdominal, atraso menstrual e β-hcg positivo é uma forte indicação de gestação ectópica rota. A prioridade é a estabilização volêmica e a intervenção cirúrgica imediata via laparotomia exploradora, que permite controle rápido do sangramento.
A gestação ectópica rota é uma das principais causas de abdome agudo hemorrágico em mulheres em idade fértil, representando uma emergência médica com alto risco de morbimortalidade se não tratada prontamente. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com atraso menstrual, dor abdominal e sangramento vaginal. A presença de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, palidez) em uma paciente com β-hcg positivo e sintomas sugestivos de gestação ectópica é um sinal de alarme que indica ruptura e sangramento intra-abdominal. Nesses casos, a prioridade é a estabilização da paciente e a intervenção cirúrgica. A conduta mais acertada envolve a internação imediata, reposição volêmica agressiva com cristaloides, solicitação de tipagem sanguínea e reserva de concentrado de hemácias, e a realização de laparotomia exploradora. A laparoscopia, embora minimamente invasiva, é geralmente contraindicada em pacientes hemodinamicamente instáveis devido ao tempo necessário para o procedimento e à dificuldade de controle rápido de grandes sangramentos.
A instabilidade hemodinâmica é um sinal de gravidade que indica sangramento intra-abdominal significativo, tornando a gestação ectópica rota uma emergência cirúrgica que exige intervenção imediata.
A laparotomia exploradora permite um acesso mais rápido e amplo à cavidade abdominal, facilitando o controle do sangramento e a remoção da gestação ectópica de forma mais eficaz em pacientes instáveis, onde o tempo é crítico.
A sequência inclui internação, reposição volêmica agressiva com cristaloides, solicitação de tipagem sanguínea e reserva de concentrado de hemácias, e preparo para laparotomia exploradora imediata.
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