Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Com base na questão anterior, assinale o diagnóstico mais provável. Segue texto da questão anterior: M.B.V., GII P0 AI, IG cronológica de 7 semanas e 5 dias, deu entrada no PSO com dor abdominal de início súbito e história de sangramento vaginal em pequena quantidade. Sem exame de imagem prévio. Ao exame físico: BEG, hipocorada +/4+, PA 100 x 60 mmHg. Abdome: dor à descompressão brusca positiva. Murphy negativo. Giordano negativo. Especular: colo uterino sem lesões. Pequena quantidade de sangue em conduto vaginal. Sem sangramento ativo. Toque vaginal: colo impérvio, grosso e posterior, fundo uterino intrapélvico. Dor à mobilização do colo.
Gestação ectópica rota → dor abdominal aguda + instabilidade hemodinâmica + sangramento vaginal.
A gestação ectópica rota é uma emergência obstétrica que cursa com dor abdominal intensa, sangramento vaginal e sinais de choque hipovolêmico devido ao hemoperitônio. O diagnóstico e tratamento cirúrgico são urgentes para evitar a morte materna.
A gestação ectópica rota é uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre da gravidez, representando uma emergência obstétrica grave. Sua incidência varia, mas é crucial reconhecer rapidamente os sinais e sintomas para intervenção imediata. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são determinantes para o prognóstico materno, sendo um tema de grande relevância em provas de residência e na prática clínica. Fisiopatologicamente, a gestação ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. A ruptura ocorre quando o crescimento do embrião excede a capacidade de distensão do local de implantação, levando a sangramento intra-abdominal (hemoperitônio). A suspeita deve surgir em pacientes com dor abdominal aguda, sangramento vaginal e instabilidade hemodinâmica, especialmente se houver atraso menstrual e teste de gravidez positivo. A ultrassonografia transvaginal é fundamental para o diagnóstico, buscando a ausência de gestação intrauterina e a presença de massa anexial ou líquido livre na cavidade. O tratamento da gestação ectópica rota é cirúrgico e emergencial, visando controlar o sangramento e remover o tecido gestacional. A laparoscopia é a via preferencial em pacientes estáveis, mas a laparotomia é indicada em casos de instabilidade hemodinâmica grave. A estabilização volêmica com fluidos e hemoderivados é prioritária. O prognóstico materno depende diretamente da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo essencial que residentes e estudantes dominem este tema.
Os sinais incluem dor abdominal aguda e intensa, sangramento vaginal, tontura, síncope e sinais de choque hipovolêmico como taquicardia e hipotensão, devido ao hemoperitônio.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e transfusão sanguínea, seguida de laparoscopia ou laparotomia de emergência para controle do sangramento e remoção da gestação ectópica.
A gestação ectópica rota geralmente apresenta dor abdominal desproporcional, instabilidade hemodinâmica e achados ultrassonográficos de líquido livre na cavidade abdominal, diferenciando-a de abortamentos ou ameaça de aborto.
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