AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Mulher de 23 anos procura o pronto-socorro com quadro de dor pélvica intensa, mais localizada à esquerda; traz consigo um exame de bHCg com resultado de 5200mUI/mL; é realizada uma ultrassonografia, que demonstra cavidade uterina vazia e uma imagem anecoica com conteúdo hiperecogênico em região anexial esquerda; a hipótese de gestação ectópica íntegra é sugerida. Sobre a provável implantação dessa gravidez ectópica, marque a alternativa que indica a localização mais provável:
Gestação ectópica: localização mais comum é a porção ampular da tuba uterina.
A porção ampular da tuba uterina é o local mais frequente de implantação da gestação ectópica, respondendo por cerca de 70-80% dos casos. Essa localização é crucial para o diagnóstico e manejo da condição.
A gestação ectópica é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela implantação do blastocisto fora da cavidade uterina. É a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre. O conhecimento de suas localizações mais frequentes e dos fatores de risco é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado por parte de residentes em Ginecologia e Obstetrícia, e Medicina de Emergência. A localização mais comum da gestação ectópica é a tuba uterina, sendo a porção ampular responsável pela maioria dos casos (70-80%). Outras localizações tubárias incluem a porção ístmica (12%), fimbrial (5%) e intersticial (2-3%). As gestações ectópicas extratubárias (ovariana, abdominal, cervical) são raras. O diagnóstico baseia-se na tríade clássica de dor abdominal/pélvica, amenorreia e sangramento vaginal, associada a um beta HCG positivo e ultrassonografia que não demonstra gestação intrauterina. O manejo da gestação ectópica pode ser expectante, medicamentoso (com metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, do tamanho da massa, do nível de beta HCG e do desejo de gestações futuras. A identificação precoce e a intervenção apropriada são essenciais para preservar a fertilidade e, principalmente, a vida da paciente. A porção ampular, por ser mais dilatada, permite um crescimento maior antes da ruptura, mas ainda assim é um local de alto risco.
A porção ampular da tuba uterina é o local mais comum de implantação de uma gestação ectópica, respondendo por aproximadamente 70-80% dos casos. Outras localizações incluem ístmica, fimbrial, intersticial e extratubária.
Os principais sinais e sintomas incluem dor pélvica unilateral (muitas vezes intensa), sangramento vaginal irregular e amenorreia. Em casos de ruptura, pode haver dor abdominal súbita e intensa, hipotensão e sinais de choque.
O beta HCG sérico elevado, sem a visualização de saco gestacional intrauterino na ultrassonografia transvaginal (especialmente com níveis acima da zona de discriminação, geralmente 1500-2000 mUI/mL), é altamente sugestivo de gestação ectópica. A ultrassonografia pode revelar uma massa anexial ou líquido livre na pelve.
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