SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Mulher em idade reprodutiva procura atendimento de emergência, com história de dor hipogástrica e sangramento transvaginal discreto, após atraso menstrual de dez dias. Tem antecedentes de dois partos normais, sendo o último há um ano, estando amamentando ainda. O exame ginecológico se apresenta com dor leve, com útero e anexos de tamanho normais e sangramento transvaginal discreto. A ultrassonografia endovaginal está sem alterações e a dosagem do B-hCG de 2.500 mUI/mL.Diante deste quadro, a hipótese diagnóstica mais provável é de
B-hCG > 1500-2000 mUI/mL + USG endovaginal sem saco gestacional intrauterino = Gestação Ectópica.
Em uma mulher com atraso menstrual, B-hCG positivo, dor hipogástrica e sangramento, a ausência de saco gestacional intrauterino na ultrassonografia endovaginal, com níveis de B-hCG acima do limiar de visualização (geralmente 1500-2000 mUI/mL), é o principal critério diagnóstico para gestação ectópica.
A gestação ectópica é uma condição grave e potencialmente fatal, responsável por uma parcela significativa da mortalidade materna no primeiro trimestre. Caracteriza-se pela implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como a ruptura tubária e hemorragia interna, que podem levar a choque hipovolêmico. É um tema de alta relevância para provas de residência e prática clínica. O quadro clínico clássico inclui atraso menstrual, dor abdominal/pélvica e sangramento vaginal. No entanto, os sintomas podem ser atípicos ou ausentes em fases iniciais. O diagnóstico baseia-se na tríade de B-hCG positivo, ultrassonografia transvaginal e avaliação clínica. A ausência de saco gestacional intrauterino com níveis de B-hCG acima do limiar de visualização (zona discriminatória, geralmente 1500-2000 mUI/mL) é o achado mais importante. A presença de massa anexial ou líquido livre na cavidade abdominal na USG reforça a suspeita. O manejo da gestação ectópica pode ser expectante, medicamentoso (metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, níveis de B-hCG, tamanho da massa ectópica e desejo de gestações futuras. A amamentação, embora não seja um fator de risco, pode dificultar a percepção do atraso menstrual, atrasando o diagnóstico e exigindo maior atenção do profissional de saúde.
O B-hCG é fundamental para confirmar a gravidez e, em conjunto com a ultrassonografia transvaginal, para localizar a gestação. Níveis de B-hCG acima de 1500-2000 mUI/mL sem visualização de saco gestacional intrauterino são altamente sugestivos de gestação ectópica ou abortamento incompleto.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de gestação ectópica, doença inflamatória pélvica, cirurgia tubária prévia, uso de DIU (em caso de falha), tabagismo e técnicas de reprodução assistida. A amamentação não é um fator de risco direto, mas pode atrasar o diagnóstico.
Suspeitar de gestação ectópica em qualquer mulher em idade reprodutiva com atraso menstrual, teste de gravidez positivo, dor abdominal ou pélvica (unilateral ou difusa) e sangramento vaginal irregular, especialmente se o B-hCG estiver elevado e a ultrassonografia não mostrar gestação intrauterina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo