HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Mulher, 25 anos, com data de última menstruação incerta, usuária de DIU de cobre, chega à emergência com queixa de dor de moderada intensidade em fossa ilíaca direita há cerca de 5 dias, associada a pequeno sangramento vaginal. Os sinais vitais são estáveis. Os exames complementares evidenciaram: - Beta- hCG: 3.000 mUI/mL; - Hemograma, função renal e hepática sem alterações; - Ecografia transvaginal com identificação de massa heterogênea em topografia de anexo direito com 3,0 cm em seu maior diâmetro e ausência de gestação intraútero. Sobre o caso clínico, afirma-se:I. O diagnóstico de gestação ectópica deve ser considerado. Nesse contexto, o principal local acometido seria a região ístmica da trompa, seguida pela ampola.II. Quando há falha contraceptiva, a probabilidade de desenvolver gravidez ectópica é maior nas usuárias de DIU quando comparada a mulheres que não utilizam contracepção.III. O metotrexato é uma opção terapêutica, uma vez que a paciente apresenta estabilidade hemodinâmica, massa anexial menor que 4,0 cm no maior diâmetro e Beta-hCG sérico menor que 5.000 mUI/mL. Estão corretas as afirmativas
Gestação ectópica: Beta-hCG +, massa anexial sem gestação intraútero. Ampola é o local mais comum.
A gestação ectópica é uma emergência ginecológica. Embora o DIU seja eficaz, se ocorrer falha, a chance de gravidez ectópica é proporcionalmente maior. O tratamento com metotrexato é uma opção para pacientes hemodinamicamente estáveis, com massa anexial pequena e níveis de Beta-hCG abaixo de 5.000 mUI/mL.
A gestação ectópica é uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre da gravidez, sendo crucial seu diagnóstico precoce e manejo adequado. A suspeita clínica deve ser alta em mulheres em idade fértil com dor abdominal, sangramento vaginal e teste de gravidez positivo, especialmente se houver fatores de risco. Embora o DIU seja um método contraceptivo altamente eficaz, sua falha, quando ocorre, está associada a uma maior proporção de gestações ectópicas. A localização mais comum da gestação ectópica é a ampola da tuba uterina, seguida pelo istmo. O diagnóstico é confirmado pela combinação de Beta-hCG sérico e ultrassonografia transvaginal, que evidencia ausência de saco gestacional intraútero e, frequentemente, uma massa anexial. O tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, com metotrexato. A escolha depende da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa anexial, níveis de Beta-hCG e presença de batimentos cardíacos fetais. Residentes devem estar familiarizados com os critérios para cada modalidade terapêutica para oferecer a melhor conduta.
Os achados incluem dor abdominal (frequentemente em fossa ilíaca), sangramento vaginal irregular, atraso menstrual, Beta-hCG positivo e, na ultrassonografia transvaginal, ausência de gestação intraútero com presença de massa anexial ou líquido livre.
O DIU é mais eficaz em prevenir a implantação intrauterina do que a tubária. Assim, se a contracepção falhar e ocorrer uma gravidez, a proporção de gestações ectópicas em relação às intrauterinas é maior do que na população geral sem contracepção.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, massa anexial menor que 3,5-4 cm, Beta-hCG sérico menor que 5.000 mUI/mL, ausência de batimentos cardíacos fetais, ausência de ruptura tubária e desejo da paciente de evitar cirurgia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo