IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Quanto aos fatores de risco para a gestação ectópica, julgue os itens a seguir. I. História de gravidez ectópica anterior. II. História de infecção tubária, incluindo doença inflamatória pélvica; III. Uso de dispositivo intrauterino. Pode-se afirmar que:
Fatores de risco para gestação ectópica: Gravidez ectópica prévia, infecção tubária (DIP), e uso de DIU.
A gestação ectópica é uma condição grave com múltiplos fatores de risco. História prévia de ectópica, infecções tubárias como a DIP, e o uso de DIU (embora não aumente o risco absoluto, falha do DIU aumenta a chance de ectópica se houver gravidez) são os mais relevantes.
A gestação ectópica é uma condição grave na qual o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre e exige diagnóstico e tratamento rápidos. A identificação dos fatores de risco é fundamental para a suspeita clínica e manejo adequado. Entre os fatores de risco mais importantes, destacam-se a história prévia de gestação ectópica, que aumenta o risco de recorrência em até 10-20 vezes. Infecções tubárias, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), são outra causa significativa, pois a inflamação e as cicatrizes resultantes podem comprometer a motilidade e a permeabilidade das tubas, impedindo a migração do zigoto para o útero. O uso de dispositivo intrauterino (DIU) também é um fator relevante. Embora o DIU seja um método contraceptivo altamente eficaz que reduz a incidência geral de gravidez (incluindo a ectópica), se uma gravidez ocorrer com o DIU in situ, a probabilidade de que seja ectópica é desproporcionalmente maior em comparação com a gravidez intrauterina. Outros fatores incluem cirurgia tubária prévia, tabagismo, endometriose e técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal unilateral, sangramento vaginal irregular e amenorreia. Em casos de ruptura, pode haver dor intensa, tontura, síncope e sinais de choque hipovolêmico.
O DIU reduz o risco geral de gravidez, mas se uma gravidez ocorrer com o DIU in situ, a probabilidade de ser ectópica é desproporcionalmente maior (cerca de 50%) em comparação com a gravidez intrauterina.
A DIP causa inflamação e cicatrizes nas tubas uterinas, alterando sua motilidade e anatomia. Isso dificulta a passagem do óvulo fertilizado para o útero, aumentando significativamente o risco de implantação tubária.
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