ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
Os sangramentos que ocorrem na primeira metade da gestação representam uma grande porcentagem dos atendimentos nas emergências gineco-obstétricas. A respeito desse diagnóstico diferencial e do respectivo manejo, assinale a alternativa correta.
Atraso menstrual + dor abdominal/pélvica + sangramento vaginal (ou não) = suspeitar de gestação ectópica até prova em contrário.
A gestação ectópica é uma causa importante de morbimortalidade materna no primeiro trimestre. Sua apresentação clássica inclui atraso menstrual, dor abdominal/pélvica e sangramento vaginal. A suspeita deve ser alta, e a investigação rápida com beta-hCG e ultrassonografia transvaginal é crucial para o diagnóstico precoce.
O sangramento vaginal na primeira metade da gestação é uma queixa comum e preocupante nas emergências gineco-obstétricas, exigindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica rápida e precisa. As principais causas incluem abortamento (em suas diversas formas), gestação ectópica e doença trofoblástica gestacional. A distinção entre essas condições é vital para o manejo adequado e para a prevenção de complicações maternas graves. A gestação ectópica, em particular, é uma condição de alto risco que deve ser sempre considerada. Caracteriza-se pela implantação do óvulo fertilizado fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. A tríade clássica de atraso menstrual, dor abdominal/pélvica e sangramento vaginal é sugestiva, mas nem sempre completa. A ausência de saco gestacional intrauterino em ultrassonografia transvaginal, com níveis de beta-hCG acima da zona de discriminação (geralmente 1500-2000 mUI/mL), é altamente indicativa de gestação ectópica ou abortamento completo. O manejo do sangramento na primeira metade da gestação requer uma avaliação cuidadosa, incluindo história clínica detalhada, exame físico (especular e toque vaginal), dosagem de beta-hCG quantitativo e ultrassonografia transvaginal. A conduta varia desde expectante (ameaça de abortamento) até intervenções cirúrgicas (gestação ectópica rota, abortamento incompleto com sangramento intenso) ou clínicas (abortamento medicamentoso). Residentes devem dominar o fluxograma diagnóstico para garantir a segurança da paciente e a preservação da fertilidade, quando possível.
Os principais diagnósticos incluem abortamento (ameaça, inevitável, incompleto, completo, retido, infectado), gestação ectópica e doença trofoblástica gestacional. Outras causas menos comuns são lesões cervicais ou vaginais.
O diagnóstico é feito pela combinação de atraso menstrual, teste de gravidez positivo (beta-hCG), dor abdominal/pélvica e, crucialmente, a ausência de saco gestacional intrauterino à ultrassonografia transvaginal com níveis de beta-hCG acima da zona de discriminação.
Na ameaça de abortamento, a conduta é expectante, com repouso relativo, abstinência sexual e acompanhamento. O colo uterino está fechado e há vitalidade fetal à ultrassonografia. Não há tratamento específico para interromper o sangramento.
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