UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020
Mulher de 29 anos, com gestação de 8 semanas, queixa- se de síncope, tem sangramento transvaginal, ao ser examinada tem sensibilidade difusa significativa na região abdominal inferior. O toque colo impérvio e de difícil realização devido à dor. Qual a melhor hipótese diagnostica?
Gestante 1º tri + síncope + sangramento + dor abdominal = suspeitar gestação ectópica rota.
A tríade clássica de dor abdominal, sangramento vaginal e massa anexial é sugestiva de gestação ectópica. A síncope, neste contexto, indica instabilidade hemodinâmica e possível ruptura, configurando uma emergência ginecológica que exige intervenção imediata.
A gestação ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos. A incidência varia de 1% a 2% das gestações, sendo uma emergência obstétrica que não pode ser negligenciada. A fisiopatologia envolve alterações na motilidade tubária ou danos à mucosa que impedem a migração do zigoto. O diagnóstico é suspeitado pela tríade clássica de dor abdominal, sangramento vaginal e massa anexial, confirmada por beta-hCG sérico e ultrassonografia transvaginal. A síncope e a dor intensa sugerem ruptura e hemorragia interna, uma condição de risco à vida. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso (metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da gestação e nível de beta-hCG. A conduta precoce é fundamental para preservar a fertilidade e evitar complicações graves, sendo um tema recorrente em provas de residência.
Os principais sinais incluem dor abdominal unilateral ou difusa, sangramento vaginal irregular, síncope ou pré-síncope, e, em casos de ruptura, sinais de choque hipovolêmico como hipotensão e taquicardia.
O diagnóstico é feito pela combinação de beta-hCG sérico (que não dobra adequadamente ou tem níveis atípicos), ultrassonografia transvaginal (ausência de saco gestacional intrauterino e presença de massa anexial ou líquido livre na cavidade), e avaliação clínica da paciente.
Fatores de risco incluem história prévia de gestação ectópica, doença inflamatória pélvica, cirurgia tubária prévia, uso de DIU, tabagismo, endometriose e técnicas de reprodução assistida.
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