Gestação Ectópica: Diagnóstico e Manejo em Pacientes Estáveis

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2016

Enunciado

Paciente de 25 anos, sexo feminino, nuligesta, portadora de hepatite C crônica, procura pronto-socorro por dor abdominal importante hoje, sem melhora com medicação. Nega alterações do trato urinário ou intestinal. Nega febre. Refere também atraso menstrual de 2 semanas. Antecedentes ginecológicos: vida sexual ativa, sem parceiro fixo, uso irregular de preservativo masculino. Ciclos regulares. Ao exame físico: bom estado geral, PA: 100 × 70 mmHg, FC: 84 bpm. Abdome flácido, RHA+, dor à palpação profunda de fossa ilíaca direita, sem dor à descompressão brusca. Especular: secreção fisiológica, colo epitelizado. Toque vaginal: útero retrovertido, intrapélvico, com dor à palpação anexial direita. A principal hipótese diagnóstica é uma provável:

Alternativas

  1. A) Doença Inflamatória Pélvica Aguda. Deve-se internar a paciente para a realização de antibioticoterapia endovenosa.
  2. B) Gestação ectópica. Deve-se solicitar Beta-hCG quantitativo, ultrassom transvaginal etipagem sanguínea. Deve-se proceder à laparotomia exploradora imediatamente pelo risco da patologia.
  3. C) Gestação ectópica. Deve-se solicitar Beta-hCG quantitativo, ultrassom transvaginal etipagem sanguínea. Como paciente estável e nuligesta, caso exames compatíveis, podese considerar uso de metotrexato, se saco gestacional de tamanho adequado e Beta-hCG em queda.
  4. D) Gestação ectópica. Deve-se solicitar Beta-hCG quantitativo, ultrassom transvaginal etipagem sanguínea. Como paciente estável e nuligesta, caso exames compatíveis, podese considerar conduta expectante, se saco gestacional de tamanho adequado e Beta-hCG em queda.
  5. E) Apendicite. Deve-se internar a paciente para realização de antibioticoterapiaendovenosa e apendicectomia.

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