UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Nuligesta com histórico de doença inflamatória pélvica em acompanhamento há mais de 3 anos. Apresentou atraso menstrual de 6 semanas e hCG positivo. Ao efetuar exames de imagem, foi constatada gestação ectópica tubária à direita. Considerando as seguintes propostas terapêuticas, analise as afirmativas e assinale a alternativa CORRETA.I. Metotrexato: somente se hCG quantitativo abaixo de 3.500,00 UI/mL.II. Se há sinais de instabilidade hemodinâmica, cirúrgico sempre.III. Laparoscopia: somente se massa anexial está abaixo de 3,5cm.IV. Metotrexato: somente se há estabilidade hemodinâmica.
Gestação ectópica: instabilidade hemodinâmica → cirurgia de emergência; estabilidade hemodinâmica + hCG < 5.000 UI/mL + massa < 3,5-4 cm → Metotrexato.
O manejo da gestação ectópica depende crucialmente da estabilidade hemodinâmica da paciente. Em casos de instabilidade, a cirurgia (laparoscopia ou laparotomia) é a conduta imediata. Para pacientes estáveis, o metotrexato pode ser uma opção se o hCG for baixo (<5.000 UI/mL), a massa anexial pequena (<3,5-4 cm) e não houver sinais de ruptura.
A gestação ectópica é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela implantação do óvulo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. Fatores de risco incluem histórico de doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, gestação ectópica anterior e uso de DIU. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como ruptura tubária e hemorragia. O manejo da gestação ectópica é determinado principalmente pela estabilidade hemodinâmica da paciente e por critérios clínicos e laboratoriais. Pacientes com instabilidade hemodinâmica ou sinais de ruptura tubária requerem intervenção cirúrgica imediata, preferencialmente por laparoscopia. Para pacientes hemodinamicamente estáveis, o tratamento pode ser clínico com metotrexato, desde que o hCG quantitativo esteja abaixo de 5.000 UI/mL, a massa anexial seja menor que 3,5-4 cm e não haja atividade cardíaca embrionária. O metotrexato atua inibindo a proliferação celular do trofoblasto. O acompanhamento rigoroso do hCG é essencial após o tratamento clínico. A laparoscopia é a via cirúrgica preferencial, permitindo salpingostomia (preservação da tuba) ou salpingectomia (remoção da tuba), dependendo do caso. A escolha da conduta visa preservar a fertilidade futura da paciente, quando possível, e garantir sua segurança.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de sinais de ruptura, massa anexial < 3,5-4 cm, hCG quantitativo < 5.000 UI/mL, ausência de atividade cardíaca embrionária e boa adesão da paciente ao acompanhamento.
A cirurgia é indicada em casos de instabilidade hemodinâmica, sinais de ruptura tubária, falha do tratamento clínico com metotrexato, contraindicações ao metotrexato, ou quando a massa anexial é grande ou o hCG muito elevado.
A DIP é um importante fator de risco para gestação ectópica, pois pode causar danos e aderências nas tubas uterinas, dificultando a passagem do óvulo fertilizado para o útero e favorecendo sua implantação ectópica.
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