UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Paciente de 32 anos, usuária de DIU de cobre, veio à consulta por atraso menstrual e resultado positivo em β-hCG urinário. Ao exame especular, os fios do DIU estavam visíveis e não havia sangramento. A imagem da ultrassonografia transvaginal realizada durante a consulta evidenciou saco gestacional intrauterino. Qual a conduta mais adequada?
Gestação intrauterina com DIU de cobre e fios visíveis → Remover o DIU imediatamente para reduzir risco de aborto e infecção.
A presença do DIU de cobre durante uma gestação intrauterina aumenta significativamente o risco de abortamento espontâneo, parto prematuro e infecção. Se os fios do DIU estiverem visíveis, a remoção imediata é a conduta mais adequada, pois o benefício de reduzir esses riscos supera o pequeno risco de aborto associado à remoção.
A ocorrência de gestação com um DIU de cobre in situ é rara, mas pode acontecer devido à falha do método contraceptivo. Quando confirmada uma gestação intrauterina com o DIU ainda presente, a conduta é crucial para minimizar riscos maternos e fetais. A presença do DIU aumenta significativamente o risco de abortamento espontâneo (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro, corioamnionite e outras infecções intrauterinas. A fisiopatologia dos riscos associados ao DIU na gestação envolve um processo inflamatório local e a presença de um corpo estranho que pode atuar como foco de infecção ou irritação uterina. O diagnóstico é feito pela ultrassonografia transvaginal, que confirma a localização intrauterina do saco gestacional e a presença do DIU. A visibilidade dos fios do DIU ao exame especular é um fator determinante para a conduta. Se os fios do DIU estiverem visíveis e acessíveis, a remoção imediata do dispositivo é a conduta mais recomendada. Embora a remoção possa, em teoria, desencadear um aborto, o risco de complicações (aborto espontâneo, infecção, parto prematuro) é consideravelmente maior se o DIU for mantido. Se os fios não estiverem visíveis, a remoção torna-se mais complexa e os riscos devem ser cuidadosamente ponderados, podendo-se optar por um manejo expectante com monitoramento rigoroso.
A conduta inicial é confirmar a gestação intrauterina por ultrassonografia. Se os fios do DIU estiverem visíveis e acessíveis, a remoção imediata do dispositivo é geralmente recomendada para reduzir os riscos de complicações.
Manter o DIU de cobre durante a gestação aumenta significativamente o risco de abortamento espontâneo (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro, corioamnionite e outras infecções intrauterinas, além de complicações como rotura prematura de membranas.
A remoção do DIU, embora possa teoricamente desencadear um aborto, é geralmente preferível se os fios estiverem visíveis, pois o risco de aborto e outras complicações é maior se o DIU for mantido in situ. O risco de aborto pós-remoção é pequeno, cerca de 1-2%.
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