HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Paciente portadora de Síndrome dos Ovários Policísticos, com atraso menstrual de 9 semanas, realiza ultrassonografia transvaginal que evidencia saco gestacional único, tópico, com contornos regulares medindo 40 mm de diâmetro médio e embrião ausente. A conduta nesse caso é:
Saco gestacional > 25 mm sem embrião = gestação inviável (aborto retido).
Um saco gestacional com diâmetro médio de 40 mm sem a presença de um embrião é um critério ultrassonográfico definitivo para gestação inviável (gestação anembrionária ou aborto retido), não sendo necessário repetir o exame.
A gestação anembrionária, ou 'ovo cego', é uma das causas mais comuns de abortamento espontâneo no primeiro trimestre, caracterizada pelo desenvolvimento do saco gestacional sem a formação de um embrião. O diagnóstico preciso é fundamental para evitar condutas desnecessárias e para o manejo adequado da paciente, que frequentemente já está em sofrimento emocional. Os critérios ultrassonográficos para o diagnóstico de gestação inviável são bem estabelecidos e devem ser rigorosamente seguidos. Um saco gestacional com diâmetro médio (DMS) ≥ 25 mm sem a presença de um embrião é um critério definitivo. Outros critérios incluem um embrião com comprimento crânio-caudal (CCN) ≥ 7 mm sem atividade cardíaca. No caso apresentado, um saco gestacional de 40 mm sem embrião é claramente inviável. A conduta, uma vez estabelecido o diagnóstico de gestação inviável, é orientar a paciente sobre o quadro e discutir as opções de manejo, que incluem a conduta expectante, o manejo medicamentoso com misoprostol ou o manejo cirúrgico (AMIU ou curetagem). Não há necessidade de repetir o exame ultrassonográfico quando os critérios diagnósticos definitivos já foram preenchidos, pois isso apenas atrasa o tratamento e prolonga a incerteza da paciente.
Uma gestação é considerada inviável se o saco gestacional tem diâmetro médio ≥ 25 mm e não há embrião, ou se o embrião tem comprimento crânio-caudal (CCN) ≥ 7 mm e não há batimentos cardíacos fetais.
Nesse estágio, um saco gestacional de 40 mm já deveria conter um embrião visível. A ausência do embrião com esse tamanho de saco gestacional preenche os critérios para gestação anembrionária, que é uma forma de aborto retido.
Após o diagnóstico definitivo de gestação inviável, a paciente deve ser orientada sobre o quadro e as opções de manejo, que podem incluir conduta expectante, manejo medicamentoso (misoprostol) ou cirúrgico (aspiração manual intrauterina ou curetagem).
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