Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Gestante com 7 semanas de atraso menstrual vem ao pronto atendimento com queixa de dor em baixo ventre e sangramento vaginal. Realiza ultrassonografia transvaginal.Assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico e à conduta assertiva.
Saco gestacional > 20-25mm sem embrião = Gestação anembrionada → Aspiração.
A gestação anembrionada é diagnosticada pela ultrassonografia transvaginal quando o saco gestacional atinge um tamanho crítico (geralmente > 20-25 mm, dependendo do critério) sem a visualização de um embrião. A conduta mais assertiva, após a confirmação diagnóstica, é a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem, para esvaziamento uterino.
A gestação anembrionada, também conhecida como ovo cego, é uma das causas mais comuns de abortamento espontâneo no primeiro trimestre. Caracteriza-se pelo desenvolvimento de um saco gestacional sem a formação de um embrião. Clinicamente, a paciente pode apresentar atraso menstrual, teste de gravidez positivo e, posteriormente, sangramento vaginal e dor em baixo ventre, simulando um abortamento espontâneo. O diagnóstico da gestação anembrionada é feito principalmente pela ultrassonografia transvaginal. Critérios diagnósticos incluem a ausência de polo fetal em um saco gestacional com diâmetro médio maior que 20-25 mm (dependendo das diretrizes) ou ausência de vesícula vitelínica em um saco gestacional maior que 10-15 mm. É fundamental a confirmação por um segundo exame ultrassonográfico após alguns dias para evitar diagnósticos errôneos, especialmente em gestações muito precoces. A conduta para a gestação anembrionada, uma vez confirmada, visa o esvaziamento uterino. As opções incluem manejo expectante (aguardar a eliminação espontânea), manejo medicamentoso (com misoprostol) ou manejo cirúrgico (aspiração manual intrauterina - AMIU ou curetagem uterina). A escolha depende da estabilidade clínica da paciente, do tamanho do saco gestacional, da presença de sangramento e da preferência da paciente. A aspiração é frequentemente preferida por ser rápida e eficaz, minimizando o risco de sangramento prolongado e infecção em comparação com o manejo expectante em alguns casos.
Os critérios ultrassonográficos para gestação anembrionada incluem a visualização de um saco gestacional com diâmetro médio maior que 20-25 mm (dependendo da sociedade médica) sem a presença de um polo fetal ou vesícula vitelínica. É crucial repetir o exame após 7-14 dias para confirmar o diagnóstico e evitar erros.
No abortamento incompleto, há eliminação parcial dos produtos da concepção, com sangramento e colo uterino aberto, e restos ovulares no útero. No aborto retido, o embrião ou feto morreu, mas permanece no útero, com colo uterino geralmente fechado e sem eliminação de tecidos, podendo haver ou não sangramento.
A conduta mais indicada para gestação anembrionada, após a confirmação diagnóstica, é o esvaziamento uterino. Isso pode ser feito por aspiração manual intrauterina (AMIU), curetagem uterina ou manejo expectante/medicamentoso, dependendo da preferência da paciente, condições clínicas e recursos disponíveis.
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