PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Você está na UBS e atende uma paciente de 14 anos que relata atraso menstrual de 10 dias. Ela tem IMC de 35, é solteira, mora com os pais e está no ensino fundamental. Ela passou pela triagem e o teste de gravidez resultou positivo. Pensando em condições individuais para estratificação de risco gestacional, essa gestante é considerada, segundo o Manual do Ministério da Saúde, de:
Gestante < 15 anos ou > 35 anos = risco gestacional elevado (MS).
Segundo o Ministério da Saúde, a idade materna inferior a 15 anos é um critério para classificar a gestação como de alto risco, devido aos maiores riscos obstétricos, sociais e psicológicos associados à gravidez na adolescência precoce.
A gestação na adolescência, especialmente em idades muito precoces (menos de 15 anos), é considerada de alto risco pelo Ministério da Saúde devido a uma série de fatores biológicos, psicossociais e econômicos. Biologicamente, o corpo da adolescente ainda está em desenvolvimento, o que pode levar a complicações como pré-eclâmpsia, parto prematuro, anemia, infecções e desproporção céfalo-pélvica, aumentando a necessidade de cesariana. Além dos riscos obstétricos, a gravidez precoce impacta significativamente o desenvolvimento educacional e social da adolescente, muitas vezes levando à evasão escolar e perpetuando ciclos de pobreza e exclusão social. O IMC elevado (obesidade) também é um fator de risco, mas a idade inferior a 15 anos é um critério isolado e mais determinante para a classificação de alto risco, exigindo atenção redobrada. O acompanhamento pré-natal para gestantes adolescentes de alto risco deve ser intensificado, com maior frequência de consultas e uma abordagem multiprofissional que inclua médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. O objetivo é garantir a saúde materno-fetal, oferecer suporte educacional e psicossocial, promover o planejamento familiar futuro e prevenir novas gestações precoces, visando a melhoria da qualidade de vida da adolescente e de seu filho.
A idade materna inferior a 15 anos é um critério isolado para alto risco. Outros fatores incluem baixo peso, obesidade, condições socioeconômicas desfavoráveis, comorbidades pré-existentes e falta de suporte familiar.
Gestantes muito jovens têm maior risco de complicações obstétricas (pré-eclâmpsia, parto prematuro, desproporção céfalo-pélvica, anemia), além de maiores desafios psicossociais, educacionais e de adesão ao pré-natal.
O pré-natal deve ser mais frequente e abranger não apenas os aspectos clínicos, mas também o suporte psicossocial, educacional e nutricional, com equipe multiprofissional. É fundamental criar um ambiente acolhedor e de confiança.
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