Geriatria: Preservação da Funcionalidade e Prevenção de AVC

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 78 anos vem em consulta ambulatorial para consulta de rotina. Tem antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e diabetes. Usa regularmente Sinvastatina 40mg, Metformina 875mg, Enalapril 10mg 2x ao dia e hidroclorotiazida 25mg. Pressão arterial: 126x84mmHg, FC: 86bpm. Não tem queixas específicas. Traz exames sanguíneos e um eletrocardiograma realizado na última consulta. Uréia: 40ng/dl, creatinina 0.8 ng/dl, glicemia 106mg/dl, hemoglobina 13, LDL 120, HDL 42, trigrlicérides: 148. Nesse momento, qual seria a melhor conduta a ser tomada a fim de garantir um envelhecimento com preservação de funcionalidade e de independência?

Alternativas

  1. A) Aumento da dose de sinvastatina.
  2. B) Prescrição de inibidor de fator Xa.
  3. C) Aumento da dose de metformina.
  4. D) Prescrição de Ácido Acetil Salicílico (AAS).

Pérola Clínica

Em idosos com comorbidades, a prevenção de eventos tromboembólicos (ex: AVC por FA) é crucial para manter funcionalidade e independência.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com múltiplas comorbidades, a prevenção de eventos que podem levar à perda súbita de funcionalidade, como o acidente vascular cerebral (AVC), é prioritária. A introdução de um inibidor de fator Xa, na presença de indicação como fibrilação atrial, é uma medida eficaz para este fim.

Contexto Educacional

A geriatria foca na promoção do envelhecimento saudável, visando a manutenção da funcionalidade e independência do idoso. Pacientes com múltiplas comorbidades como hipertensão, diabetes e dislipidemia requerem uma abordagem individualizada que vá além do controle de parâmetros laboratoriais, priorizando a prevenção de eventos que possam comprometer drasticamente sua autonomia. A prevenção de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares é central na preservação da funcionalidade. O acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo, é uma das principais causas de incapacidade em idosos. A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia comum nessa faixa etária e um fator de risco significativo para AVC isquêmico. Nesses casos, a anticoagulação oral, frequentemente com inibidores de fator Xa (DOACs), é fundamental para reduzir o risco. Embora a questão não explicite a indicação para inibidor de fator Xa, a prevenção de um AVC é uma medida de alto impacto na manutenção da funcionalidade e independência. As outras opções (ajustes de sinvastatina ou metformina com exames controlados, ou AAS sem indicação clara em prevenção primária) teriam menor impacto direto na preservação da funcionalidade em comparação com a prevenção de um evento trombótico devastador. A revisão da polifarmácia e a avaliação de riscos específicos são práticas essenciais na geriatria.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da prevenção de AVC em idosos para a funcionalidade?

O AVC é uma das principais causas de incapacidade em idosos, levando à perda significativa de funcionalidade e independência. Preveni-lo é fundamental para manter a qualidade de vida e autonomia do paciente.

Quando considerar a prescrição de inibidores de fator Xa em idosos?

Inibidores de fator Xa (DOACs) são indicados para prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial não valvar, tromboembolismo venoso ou outras condições de alto risco tromboembólico, sempre avaliando o risco-benefício individual, especialmente o risco de sangramento.

Como a polifarmácia afeta a funcionalidade em idosos?

A polifarmácia (uso de múltiplos medicamentos) em idosos aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, quedas e declínio cognitivo, impactando negativamente a funcionalidade e a qualidade de vida. A revisão regular da medicação é crucial.

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