HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2022
Gestante necessitando antibioticoterapia por quadro infeccioso, das opções listadas, aquele que é contraindicado por potencial ototoxicidade fetal é:
Gentamicina na gravidez → contraindicada por risco de ototoxicidade fetal permanente.
A gentamicina, um aminoglicosídeo, é contraindicada na gravidez devido ao seu potencial de causar ototoxicidade e nefrotoxicidade fetal. É classificada como categoria D, indicando evidência de risco fetal, mas que os benefícios podem superar os riscos em situações de risco de vida.
A antibioticoterapia em gestantes é um desafio clínico, exigindo a ponderação entre o tratamento eficaz da infecção materna e a segurança fetal. A escolha do antibiótico deve considerar a penetração placentária, o potencial teratogênico e os efeitos adversos no feto. É crucial conhecer as categorias de risco de medicamentos na gravidez para evitar danos. Os aminoglicosídeos, como a gentamicina, são potentes antibióticos bactericidas, mas seu uso na gravidez é restrito devido ao risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade fetal. A ototoxicidade pode resultar em surdez permanente no recém-nascido. Outros antibióticos, como as cefalosporinas, penicilinas e macrolídeos, são geralmente preferidos quando clinicamente apropriado. A decisão de usar um antibiótico na gravidez deve ser individualizada, considerando a gravidade da infecção, a sensibilidade do patógeno e a disponibilidade de alternativas mais seguras. Em casos de infecções graves onde não há alternativa segura e eficaz, o risco-benefício deve ser cuidadosamente avaliado e discutido com a paciente.
Cefalosporinas, penicilinas, macrolídeos (como azitromicina) e metronidazol são geralmente considerados seguros, mas a escolha depende do trimestre e da infecção, sempre avaliando o risco-benefício.
A gentamicina é contraindicada devido ao risco de ototoxicidade (danos ao ouvido interno) e nefrotoxicidade (danos renais) no feto, podendo levar à surdez permanente e disfunção renal neonatal.
As categorias de risco da FDA (A, B, C, D, X) classificam os medicamentos com base no potencial de causar danos ao feto, sendo a categoria D com evidência de risco, mas com benefícios potenciais que podem justificar o uso.
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