Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
A genotipagem pré-tratamento para manejo da infecção pelo HIV em adultos está indicada nas seguintes situações listadas abaixo, indique o item com erro:
Genotipagem pré-TARV: indicada para gestantes, coinfecção TB-HIV, falha terapêutica ou parceiro em uso de TARV.
A genotipagem pré-tratamento para HIV é crucial para identificar mutações de resistência e guiar a escolha da TARV, sendo indicada em situações específicas como gestantes, coinfecção TB-HIV e falha terapêutica. Casais soro iguais não são uma indicação direta para genotipagem pré-tratamento, a menos que se enquadrem em outras categorias de risco.
A infecção pelo HIV continua sendo um desafio global de saúde, e o manejo adequado da Terapia Antirretroviral (TARV) é fundamental para o controle da doença, melhoria da qualidade de vida dos pacientes e prevenção da transmissão. A resistência aos antirretrovirais é uma preocupação crescente, e a genotipagem é uma ferramenta essencial para guiar as decisões terapêuticas. A fisiopatologia da resistência viral envolve mutações no genoma do HIV que alteram a estrutura das enzimas-alvo dos medicamentos, tornando-os ineficazes. A genotipagem pré-tratamento permite identificar essas mutações antes do início da TARV, especialmente em grupos de maior risco de ter um vírus resistente ou onde a falha terapêutica teria consequências mais graves. As indicações incluem gestantes (para prevenir transmissão vertical), coinfecção TB-HIV (interações medicamentosas e complexidade do tratamento) e pessoas com histórico de exposição a TARV (via parceiro). A genotipagem é um exame laboratorial que analisa o material genético do vírus para detectar mutações de resistência. Sua correta indicação e interpretação são vitais para o sucesso da TARV. O prognóstico dos pacientes com HIV melhorou drasticamente com a TARV, mas a gestão da resistência é um pilar para manter essa melhora a longo prazo.
A genotipagem pré-tratamento é indicada para gestantes infectadas pelo HIV, pacientes com coinfecção TB-HIV, pessoas que se infectaram com parceiro em uso de TARV (atual ou pregresso) e em casos de falha terapêutica.
O objetivo é identificar mutações de resistência do vírus aos antirretrovirais antes do início da terapia, permitindo a escolha de um esquema terapêutico mais eficaz e individualizado, minimizando o risco de falha virológica.
Em gestantes, a genotipagem é crucial para garantir a escolha de um esquema antirretroviral eficaz que reduza a carga viral materna e, consequentemente, o risco de transmissão vertical do HIV para o bebê, otimizando a saúde da mãe e da criança.
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