UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Recomenda-se que os testes de genotipagem do HIV, sejam realizados o mais precocemente possível em relação ao diagnóstico da falha. Somente sendo incorreto que
Genotipagem HIV: subpopulações minoritárias de resistência NEM SEMPRE são detectadas, especialmente com CV baixa.
Testes de genotipagem do HIV são essenciais na falha terapêutica, mas sua eficácia é limitada por cargas virais baixas, onde subpopulações minoritárias de resistência podem não ser amplificadas e, portanto, não detectadas.
A genotipagem do HIV é uma ferramenta crucial para guiar a escolha da terapia antirretroviral (TARV) em pacientes com falha virológica. Ela identifica mutações no genoma viral que conferem resistência aos medicamentos, permitindo a seleção de um regime mais eficaz. Recomenda-se que seja realizada o mais precocemente possível após o diagnóstico da falha para capturar o perfil de resistência predominante. No entanto, a genotipagem possui limitações importantes. Em situações de carga viral (CV) do HIV muito baixa, a amplificação das sequências virais pode ser frustrada, tornando o teste menos eficaz ou inviável. Além disso, a sensibilidade dos métodos de genotipagem convencionais pode não ser suficiente para detectar subpopulações minoritárias de vírus portadoras de mutações de resistência, que podem estar presentes em níveis abaixo do limite de detecção do ensaio. A persistência de uma carga viral, mesmo que baixa, pode levar ao acúmulo progressivo de mutações e ao desenvolvimento de resistência cruzada entre as classes de medicamentos em uso. Estudos mostram que uma proporção significativa de pacientes com supressão viral parcial desenvolve novas mutações de resistência ao longo do tempo. Portanto, a interpretação cuidadosa dos resultados da genotipagem, considerando a carga viral e o histórico de tratamento, é fundamental para o manejo adequado da falha terapêutica.
A genotipagem é recomendada em casos de falha terapêutica (carga viral detectável persistente), antes de iniciar o tratamento em pacientes com suspeita de infecção por cepas resistentes, ou em gestantes para otimizar o regime.
Com carga viral baixa, a quantidade de RNA viral pode ser insuficiente para a amplificação e sequenciamento, dificultando a detecção de mutações de resistência, especialmente as presentes em subpopulações minoritárias.
A não detecção de mutações minoritárias pode levar à escolha de um regime antirretroviral ineficaz, resultando em persistência da falha terapêutica e acúmulo de novas mutações de resistência.
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