Hemofilia A e Hardy-Weinberg: Cálculo de Frequência Genética

MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025

Enunciado

Em um grande centro urbano, um estudo epidemiológico avalia a prevalência da Hemofilia A, uma desordem recessiva ligada ao cromossomo X. Os dados indicam que a frequência de homens afetados na população é de 1 em 10.000 (0,0001). A população é considerada em Equilíbrio de Hardy-Weinberg para este locus, com uma razão sexual de 1:1. Durante um aconselhamento genético, uma mulher sem histórico familiar da doença, mas preocupada com a prevalência populacional, questiona sobre o risco de ser portadora. Com base nos princípios da genética de populações aplicados a heranças ligadas ao sexo, qual é a frequência estimada de mulheres portadoras (heterozigotas) e a frequência do alelo mutante nessa população?

Alternativas

  1. A) Frequência alélica de 0,01 e frequência de portadoras de 1 em 50.
  2. B) Frequência alélica de 0,0001 e frequência de portadoras de aproximadamente 1 em 5.000.
  3. C) Frequência alélica de 0,0001 e frequência de portadoras de 1 em 10.000.
  4. D) Frequência alélica de 0,0001 e frequência de mulheres afetadas de 1 em 20.000.

Pérola Clínica

Para condições recessivas ligadas ao X, a frequência de homens afetados (q) é o melhor estimador da frequência alélica na população. A frequência de mulheres portadoras será sempre aproximadamente 2q quando a doença é rara.

Contexto Educacional

A genética de populações é fundamental para o aconselhamento genético, permitindo estimar riscos de recorrência mesmo na ausência de histórico familiar. Na Hemofilia A, uma coagulopatia recessiva ligada ao cromossomo X, a dinâmica populacional segue regras específicas devido à diferença cromossômica entre os sexos. O Equilíbrio de Hardy-Weinberg estabelece que as frequências alélicas permanecem constantes na ausência de fatores evolutivos. Para genes no cromossomo X, a frequência do alelo (q) é observada diretamente na proporção de homens afetados, simplificando o cálculo da taxa de portadoras (heterozigotas) na população feminina. Identificar mulheres portadoras é crucial para o planejamento reprodutivo e manejo pré-natal. Em casos de mutações raras, a frequência de portadoras (2pq) é aproximadamente o dobro da frequência alélica observada nos homens, o que auxilia médicos a quantificar o risco populacional durante consultas de rotina ou aconselhamento especializado.

Perguntas Frequentes

Por que q² não é usado para homens em doenças ligadas ao X?

Porque homens são hemizigóticos; eles não precisam de dois alelos recessivos para expressar o fenótipo, apenas um. Portanto, f(XhY) = q.

Como calcular a frequência de mulheres afetadas?

Em equilíbrio, a frequência de mulheres afetadas (homozigotas) é q². Se q = 0,0001, então q² = 0,00000001.

O equilíbrio de HW se aplica a populações pequenas?

Não, o equilíbrio pressupõe populações infinitamente grandes para evitar erros de amostragem (deriva genética).

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