INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Paciente gestação gemelar 31 anos, G5 P2 A2. O ultrassom morfológico com 22 semanas mostra gêmeos com biometria de 21 semanas e fusão em região torácica anterior. Ela não tem doenças pregressas, e os exames físico e laboratoriais de rotina pré-natal são normais. É CORRETO afirmar que essa gravidez gemelar é um caso de gemelidade:
Gêmeos siameses (fusão torácica anterior = xifópagos) são sempre monocoriônicos e monoamnióticos.
Gêmeos siameses (gemelidade imperfeita) resultam da divisão incompleta de um único zigoto, sendo, portanto, sempre monocoriônicos e monoamnióticos. A localização da fusão define o tipo (ex: toracópagos, onfalópagos, xifópagos).
A gestação gemelar é um tema complexo em obstetrícia, e a gemelidade imperfeita, ou gêmeos siameses (conjugados), representa uma das suas formas mais raras e desafiadoras. Essa condição ocorre quando há uma divisão incompleta de um único zigoto após o 13º dia da fertilização, resultando em fetos que permanecem unidos por alguma parte do corpo. A prevalência é de aproximadamente 1 em 50.000 a 1 em 100.000 nascimentos. A fisiopatologia central é a falha na separação completa dos dois embriões monozigóticos. Consequentemente, todos os gêmeos siameses são monocoriônicos e monoamnióticos, compartilhando a mesma placenta e a mesma cavidade amniótica. O diagnóstico é feito por ultrassonografia morfológica, geralmente no segundo trimestre, que revela a fusão de partes do corpo. A localização e extensão da fusão determinam o tipo de gêmeos siameses (ex: toracópagos, onfalópagos, xifópagos). O manejo de uma gestação com gêmeos siameses é multidisciplinar e envolve aconselhamento genético, acompanhamento pré-natal de alto risco e planejamento do parto, que geralmente é cesariana. O prognóstico varia amplamente dependendo da extensão da fusão e do compartilhamento de órgãos vitais, sendo a separação cirúrgica uma opção complexa e de alto risco em casos selecionados.
Gêmeos siameses, ou gêmeos conjugados, resultam da divisão incompleta de um único zigoto após o 13º dia pós-fertilização, levando à fusão de partes do corpo dos fetos.
Os tipos são classificados pela região de fusão: toracópagos (tórax), onfalópagos (abdome), xifópagos (processo xifoide), pigópagos (região sacral), isquiópagos (pelve), cefalópagos (cabeça), entre outros.
Sim, por se originarem da divisão tardia de um único zigoto, eles compartilham a mesma placenta (monocoriônicos) e a mesma bolsa amniótica (monoamnióticos).
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