Gemelaridade: Classificação e Achados Ultrassonográficos

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019

Enunciado

As gestações múltiplas representam riscos elevados para a mulher e para o feto e sua incidência vem aumentando nas últimas décadas. A correta caracterização do tipo de gemelaridade auxilia no planejamento do cuidado obstétrico e na caracterização das complicações fetais. Associe a classificação da gemelaridade da COLUNA A com os achados no primeiro trimestre COLUNA B e assinale a alternativa que mostra a correlação CORRETACOLUNA A1. Gestação dicoriônica e diamniótica2. Gestação monocoriônica e diamniótica3. Gestação monocoriônica e monoamnióticaCOLUNA BA. Um saco gestacional com dois embriões, uma vesícula vitelina, ausência de membrana amniótica.B. Um saco gestacional com dois embriões, duas vesícula vitelina, presença de membrana amniótica.C. Dois sacos gestacionais com um embriões, uma vesícula vitelina, presença de membrana amniótica.

Alternativas

  1. A) 1A; 2C; 3B 
  2. B) 1B; 2A; 3C 
  3. C) 1C; 2A; 3B 
  4. D) 1C; 2B; 3A

Pérola Clínica

Classificação gemelaridade: Dicoriônica Diamniótica (2 sacos), Monocoriônica Diamniótica (1 saco, 2 âmnios), Monocoriônica Monoamniótica (1 saco, 1 âmnio).

Resumo-Chave

A correta classificação da gemelaridade (corionicidade e amnionicidade) no primeiro trimestre, preferencialmente por ultrassonografia, é fundamental para o manejo da gestação múltipla. Essa classificação determina os riscos de complicações específicas, como a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) em gestações monocoriônicas.

Contexto Educacional

As gestações múltiplas, cuja incidência tem aumentado devido ao uso de técnicas de reprodução assistida, representam um desafio obstétrico significativo devido aos riscos elevados para a mãe e os fetos. A correta caracterização da gemelaridade, especificamente a corionicidade (número de placentas) e a amnionicidade (número de bolsas amnióticas), é o pilar do manejo dessas gestações. Essa classificação deve ser realizada preferencialmente no primeiro trimestre por ultrassonografia. A fisiopatologia das complicações está diretamente ligada ao tipo de gemelaridade. Gestações dicoriônicas diamnióticas (DC/DA) são as de menor risco, pois cada feto tem sua própria placenta e bolsa. Gestações monocoriônicas diamnióticas (MC/DA) compartilham uma única placenta, aumentando o risco de síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) e restrição de crescimento seletiva. Gestações monocoriônicas monoamnióticas (MC/MA) são as de maior risco, pois, além de compartilharem a placenta, compartilham a mesma bolsa amniótica, com alto risco de entrelaçamento dos cordões umbilicais. Para residentes, é imperativo dominar a identificação ultrassonográfica da corionicidade e amnionicidade. O sinal do "lambda" ou "twin peak sign" indica dicorionicidade, enquanto o sinal do "T" na inserção da membrana intergemelar sugere monocorionicidade. O manejo subsequente, incluindo a frequência do acompanhamento pré-natal e a necessidade de intervenções, é ditado por essa classificação, visando otimizar os desfechos materno-fetais e prevenir complicações graves.

Perguntas Frequentes

Por que a classificação da gemelaridade é importante no primeiro trimestre?

A classificação da gemelaridade no primeiro trimestre é crucial porque a corionicidade (número de placentas) e a amnionicidade (número de bolsas amnióticas) determinam o risco de complicações específicas, como a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) em gestações monocoriônicas, e guiam o planejamento do acompanhamento pré-natal.

Quais são os achados ultrassonográficos de uma gestação dicoriônica diamniótica?

Em uma gestação dicoriônica diamniótica, a ultrassonografia no primeiro trimestre geralmente mostra dois sacos gestacionais distintos, cada um com seu próprio embrião, vesícula vitelina e membrana amniótica. O sinal do "lambda" ou "twin peak sign" na inserção da membrana intergemelar é característico.

Quais são os riscos associados à gestação monocoriônica monoamniótica?

A gestação monocoriônica monoamniótica é a forma mais rara e de maior risco de gemelaridade, devido à ausência de membrana intergemelar. Os principais riscos incluem entrelaçamento dos cordões umbilicais, que pode levar à morte fetal súbita, e STFF, exigindo monitoramento fetal intensivo.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo