Gemelaridade: Tipos de Placentação e Linha do Tempo

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022

Enunciado

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o tipo de placentação da gemelaridade à linha de tempo em que ocorre.Coluna 1A. Dicoriônica/diamniótica.B. Monocoriônica/diamniótica.C. Monocoriônica/monoamniótica.Coluna 2(   ) Entre os dias 1 e 3.(   ) Entre os dias 3 e 8.(   ) Entre os dias 8 e 13.A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas

  1. A) A – B – C.
  2. B) B – C – A.
  3. C) C – A – B.
  4. D) C – B – A.

Pérola Clínica

Gemelaridade: Dicoriônica/diamniótica (1-3 dias) → Monocoriônica/diamniótica (3-8 dias) → Monocoriônica/monoamniótica (8-13 dias).

Resumo-Chave

A dicoriônica/diamniótica ocorre quando a divisão do zigoto acontece nos primeiros 3 dias pós-fertilização, resultando em placentas e sacos amnióticos separados. A monocoriônica/diamniótica ocorre entre 3 e 8 dias, compartilhando placenta, mas com sacos amnióticos separados. A monocoriônica/monoamniótica, a mais rara e de maior risco, ocorre entre 8 e 13 dias, compartilhando placenta e saco amniótico.

Contexto Educacional

A gemelaridade é uma condição de gestação múltipla que exige atenção especial devido aos riscos aumentados para a mãe e os fetos. A classificação da gemelaridade quanto à corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de sacos amnióticos) é fundamental para o manejo e prognóstico, sendo determinada pelo momento da divisão do zigoto. Essa diferenciação é crucial para prever e gerenciar complicações específicas. A divisão do zigoto entre os dias 1 e 3 pós-fertilização resulta em uma gestação dicoriônica/diamniótica, onde cada feto tem sua própria placenta e seu próprio saco amniótico. Este é o tipo mais comum de gemelaridade dizigótica e o de menor risco. Se a divisão ocorrer entre os dias 3 e 8, a gestação será monocoriônica/diamniótica, com uma única placenta compartilhada, mas com sacos amnióticos separados. Este tipo apresenta riscos como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF). Por fim, a divisão entre os dias 8 e 13 leva à gestação monocoriônica/monoamniótica, onde os fetos compartilham tanto a placenta quanto o saco amniótico. Este é o tipo mais raro e de maior risco, principalmente devido ao entrelaçamento dos cordões umbilicais. O diagnóstico precoce da corionicidade e amnionicidade por ultrassonografia é essencial para um acompanhamento pré-natal adequado e para a tomada de decisões sobre o momento e o modo do parto.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo de gemelaridade com menor risco de complicações?

A gemelaridade dicoriônica/diamniótica apresenta o menor risco de complicações, pois cada feto possui sua própria placenta e seu próprio saco amniótico, minimizando problemas de compartilhamento.

Quais são os principais riscos da gestação monocoriônica/monoamniótica?

Os principais riscos incluem entrelaçamento dos cordões umbilicais, síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) se houver anastomoses vasculares significativas, e restrição de crescimento intrauterino, devido ao compartilhamento de placenta e saco amniótico.

Como a ultrassonografia auxilia no diagnóstico do tipo de placentação?

A ultrassonografia precoce (primeiro trimestre) é crucial para determinar a corionicidade e amnionicidade, observando o número de placentas, a espessura da membrana intergemelar e a presença do sinal lambda (dicoriônica) ou T-sign (monocoriônica).

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