Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2018
Assinale a alternativa CORRETA:
Asma = inflamação crônica + hiperresponsividade a múltiplos gatilhos (frio, exercício, AAS).
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica a diversos estímulos, resultando em episódios recorrentes de sibilância e dispneia.
A asma é definida pela GINA (Global Initiative for Asthma) como uma doença heterogênea, geralmente caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas. A variabilidade dos sintomas (dispneia, opressão torácica, tosse) e da limitação do fluxo expiratório é a marca registrada da patologia. O reconhecimento dos gatilhos é parte essencial do tratamento não farmacológico, permitindo ao paciente evitar exposições que descompensam o quadro. O diagnóstico baseia-se na história clínica compatível associada à demonstração de limitação variável do fluxo de ar, geralmente via espirometria com prova broncodilatadora positiva.
Além dos alérgenos clássicos (ácaros, pólens), a asma pode ser desencadeada por diversos fatores não alérgicos. Mudanças bruscas de temperatura e baixa umidade do ar podem irritar as vias aéreas. O esforço físico é um gatilho comum, conhecido como broncoespasmo induzido pelo exercício. Além disso, irritantes químicos (fumaça de cigarro, perfumes fortes), estresse emocional e infecções virais das vias aéreas superiores são causas frequentes de exacerbações em pacientes predispostos.
Alguns pacientes apresentam a chamada 'Doença Respiratória Exacerbada por Aspirina' (DREA), uma tríade que inclui asma, polipose nasal e intolerância ao AAS e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Nesses indivíduos, a inibição da enzima COX-1 desvia o metabolismo do ácido araquidônico para a via da lipoxigenase, aumentando a produção de leucotrienos, que são potentes bronconstritores, desencadeando crises graves.
No início de uma crise de asma, a hiperventilação compensatória geralmente leva a uma alcalose respiratória (queda do PaCO2). À medida que a obstrução se agrava e ocorre fadiga muscular respiratória, o PaCO2 começa a normalizar (um sinal de alerta grave) e, eventualmente, evolui para acidose respiratória. A presença de acidose metabólica pode ocorrer em crises muito graves devido ao acúmulo de lactato pelo esforço muscular extremo e hipóxia tecidual.
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