Gatilhos e Desencadeantes da Asma Brônquica

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2018

Enunciado

Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Na asma grave, o volume expiratório forçado do 1º minuto (vef1) e o pico de fluxo expiratório (pve) estão 80% acima do previsto.
  2. B) Nas crises asmáticas com duração prolongada, observa-se acidose respiratória compensada por alcalose metabólica.
  3. C) Crises de asma podem ser desencadeadas pelo esforço físico, mudanças de temperatura, baixa umidade, ingestão de ácido acetil salicílico, exposição a alérgeno específico, virose pulmonar, ou não ter causa aparente
  4. D) Para o tratamento de manutenção da asma leve intermitente é necessário: broncodilatador beta-adrenérgico de ação prolongada inalatório associado ao corticóide inalatório, agente antileucotrieno via oral e corticóide sistêmico

Pérola Clínica

Asma = inflamação crônica + hiperresponsividade a múltiplos gatilhos (frio, exercício, AAS).

Resumo-Chave

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica a diversos estímulos, resultando em episódios recorrentes de sibilância e dispneia.

Contexto Educacional

A asma é definida pela GINA (Global Initiative for Asthma) como uma doença heterogênea, geralmente caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas. A variabilidade dos sintomas (dispneia, opressão torácica, tosse) e da limitação do fluxo expiratório é a marca registrada da patologia. O reconhecimento dos gatilhos é parte essencial do tratamento não farmacológico, permitindo ao paciente evitar exposições que descompensam o quadro. O diagnóstico baseia-se na história clínica compatível associada à demonstração de limitação variável do fluxo de ar, geralmente via espirometria com prova broncodilatadora positiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais gatilhos não alérgicos da asma?

Além dos alérgenos clássicos (ácaros, pólens), a asma pode ser desencadeada por diversos fatores não alérgicos. Mudanças bruscas de temperatura e baixa umidade do ar podem irritar as vias aéreas. O esforço físico é um gatilho comum, conhecido como broncoespasmo induzido pelo exercício. Além disso, irritantes químicos (fumaça de cigarro, perfumes fortes), estresse emocional e infecções virais das vias aéreas superiores são causas frequentes de exacerbações em pacientes predispostos.

Como o ácido acetilsalicílico (AAS) afeta pacientes asmáticos?

Alguns pacientes apresentam a chamada 'Doença Respiratória Exacerbada por Aspirina' (DREA), uma tríade que inclui asma, polipose nasal e intolerância ao AAS e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Nesses indivíduos, a inibição da enzima COX-1 desvia o metabolismo do ácido araquidônico para a via da lipoxigenase, aumentando a produção de leucotrienos, que são potentes bronconstritores, desencadeando crises graves.

Qual a alteração gasométrica típica na crise de asma?

No início de uma crise de asma, a hiperventilação compensatória geralmente leva a uma alcalose respiratória (queda do PaCO2). À medida que a obstrução se agrava e ocorre fadiga muscular respiratória, o PaCO2 começa a normalizar (um sinal de alerta grave) e, eventualmente, evolui para acidose respiratória. A presença de acidose metabólica pode ocorrer em crises muito graves devido ao acúmulo de lactato pelo esforço muscular extremo e hipóxia tecidual.

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