PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Adulto do sexo masculino, 41 anos, hígido, vitima de traumatismo cranioencefálico, evoluiu com sequelas neurológicas, incluindo ""engasgo"" e aspiração ao tentar se alimentar por via oral. Durante cinco semanas, recebeu dieta enteral através de cateter de Dobbhoff (com extremidade distal do cateter em posição gástrica). Reavaliações neurológica e fonoaudiológica definiram a impossibilidade de o paciente retornar com a alimentação oral nos próximos meses. Não há comorbidades, cirurgias prévias e complicações. A via de acesso MAIS ADEQUADA, para se manter a administração de dieta é:
Disfagia neurológica prolongada (>4-6 semanas) → Gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) é a via de escolha para nutrição enteral.
Para pacientes com necessidade de suporte nutricional enteral por mais de 4-6 semanas devido a disfagia neurológica, a gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) é a via de acesso mais adequada. É menos invasiva que a cirúrgica e permite alimentação gástrica, preferível à jejunostomia se o estômago for funcional.
A escolha da via de acesso para nutrição enteral é uma decisão clínica importante, especialmente em pacientes com disfagia crônica, como aqueles com sequelas neurológicas de traumatismo cranioencefálico. Enquanto sondas nasoenterais (como o cateter de Dobbhoff) são adequadas para uso a curto prazo (até 4-6 semanas), a necessidade de suporte nutricional por meses exige uma abordagem mais definitiva e confortável para o paciente. A fisiopatologia da disfagia neurológica impede a deglutição segura, aumentando o risco de aspiração pulmonar. A nutrição enteral garante o aporte calórico e proteico necessário para a recuperação e manutenção do estado nutricional. A gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) é o método de escolha na maioria dos casos, pois é menos invasiva que a cirúrgica e permite a alimentação diretamente no estômago, que geralmente mantém sua função digestiva. O procedimento de GEP é realizado por endoscopia, com a passagem de um tubo através da parede abdominal até o estômago. As principais contraindicações incluem instabilidade hemodinâmica, coagulopatias não corrigíveis, ascite volumosa, obstrução gástrica e cirurgias gástricas prévias que alterem a anatomia. A jejunostomia é reservada para situações específicas onde a alimentação gástrica é contraindicada. A escolha correta da via de acesso impacta diretamente na qualidade de vida do paciente e na prevenção de complicações.
A GEP é indicada principalmente para pacientes que necessitam de suporte nutricional enteral por um período prolongado (geralmente superior a 4-6 semanas) e que apresentam disfagia, mas com função gastrointestinal preservada.
A GEP é um procedimento minimamente invasivo, realizado sob sedação e anestesia local, com menor morbidade e tempo de recuperação em comparação com a gastrostomia cirúrgica. Permite a alimentação diretamente no estômago, o que é fisiologicamente mais adequado.
A jejunostomia é considerada quando há contraindicação à gastrostomia (ex: gastrectomia prévia, obstrução gástrica, refluxo gastroesofágico grave com risco de aspiração) ou quando há necessidade de descompressão gástrica associada à alimentação.
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