UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar que o procedimento endoscópico com indicação de antibioticoprofilaxia é:
GEP (Gastrostomia Endoscópica Percutânea) → antibioticoprofilaxia obrigatória para prevenir infecção de sítio cirúrgico.
A gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) é um procedimento invasivo que cria uma comunicação entre o estômago e o exterior, com risco significativo de infecção do sítio cirúrgico. Por isso, a antibioticoprofilaxia é fortemente recomendada para reduzir essa complicação.
A antibioticoprofilaxia em procedimentos endoscópicos é uma medida crucial para prevenir infecções, mas sua indicação não é universal e deve ser baseada em evidências e no risco inerente a cada procedimento e paciente. O uso indiscriminado de antibióticos contribui para a resistência antimicrobiana, tornando essencial uma abordagem criteriosa. A compreensão das indicações específicas é fundamental para a prática clínica segura e eficaz. A fisiopatologia da infecção em procedimentos endoscópicos varia. Na gastrostomia endoscópica percutânea (GEP), o risco de infecção do sítio cirúrgico é elevado devido à translocação bacteriana da pele e do lúmen gástrico para o túnel de gastrostomia. Outros procedimentos, como a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com obstrução biliar não drenada, também apresentam risco de colangite. O diagnóstico da necessidade de profilaxia é clínico, baseado no tipo de procedimento e nas comorbidades do paciente. O tratamento profilático geralmente envolve uma dose única de antibiótico de amplo espectro, administrada antes do procedimento. Para GEP, cefalosporinas de primeira geração (como cefazolina) são comumente utilizadas. É importante diferenciar a profilaxia da terapia, que seria iniciada em caso de infecção estabelecida. O prognóstico é melhor com a profilaxia adequada, reduzindo a morbidade e mortalidade associadas a infecções pós-procedimento.
A antibioticoprofilaxia é indicada em procedimentos endoscópicos com alto risco de infecção, como a gastrostomia endoscópica percutânea (GEP), escleroterapia de varizes esofágicas em pacientes com ascite, e em alguns casos de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com obstrução biliar.
A GEP é um procedimento que envolve a passagem de um tubo através da parede abdominal e gástrica, criando um risco significativo de infecção do sítio cirúrgico e peritonite. A profilaxia com antibióticos de amplo espectro reduz drasticamente essa complicação.
Geralmente, a endoscopia digestiva alta diagnóstica em pacientes com cirrose não exige antibioticoprofilaxia. No entanto, se houver sangramento gastrointestinal agudo ou escleroterapia de varizes esofágicas em pacientes com ascite, a profilaxia pode ser considerada para prevenir peritonite bacteriana espontânea.
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