SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Mulher 72 anos, portadora de Mal de Alzheimer, apresenta desnutrição protéico-calórica por dificuldade progressiva de ingesta de alimentação oral. História patológica pregressa: 02 internamentos por broncopneumonia no último ano. A família a alimenta com dieta com espessante, porém a paciente vem apresentando perda de peso devido ao pequeno volume tolerado e ao baixo aporte de proteína e calorias. Qual via de acesso alimentar é a mais adequada para essa paciente?
Alzheimer + disfagia crônica + broncoaspiração recorrente → Gastrostomia é via de acesso alimentar mais segura e eficaz.
Em pacientes com demência avançada e disfagia crônica, a gastrostomia é preferível à sonda nasoenteral para nutrição de longo prazo. Isso se deve ao menor risco de broncoaspiração e maior conforto, além de ser mais discreta e durável.
A desnutrição em pacientes com Mal de Alzheimer avançado é uma complicação comum e grave, frequentemente decorrente da disfagia progressiva. A dificuldade de deglutição aumenta o risco de broncoaspiração, levando a infecções respiratórias recorrentes, como as broncopneumonias mencionadas no caso. A escolha da via de acesso alimentar é crucial para garantir o aporte nutricional adequado e melhorar a qualidade de vida desses pacientes. A fisiopatologia da disfagia na demência envolve a degeneração neurológica que afeta a coordenação dos músculos da deglutição. Quando a alimentação oral com espessantes se torna insuficiente ou perigosa, a nutrição enteral é indicada. A sonda nasoenteral é uma opção para curto prazo, mas para uso prolongado, especialmente em pacientes com alto risco de broncoaspiração e expectativa de vida razoável, a gastrostomia é a via mais segura e eficaz. A gastrostomia percutânea endoscópica (PEG) é o método preferencial para o estabelecimento de uma via de acesso alimentar de longo prazo. Ela permite a administração de dietas enterais diretamente no estômago, contornando o problema da disfagia e reduzindo significativamente o risco de aspiração pulmonar. O prognóstico nutricional melhora, e a incidência de pneumonias por aspiração tende a diminuir, embora a decisão deva sempre considerar o estado geral do paciente e os desejos da família.
A gastrostomia é indicada em idosos com demência avançada que apresentam disfagia grave e persistente, resultando em desnutrição e risco elevado de broncoaspiração, quando a expectativa de vida é razoável e a qualidade de vida pode ser melhorada.
A gastrostomia oferece maior conforto, é mais discreta, tem menor risco de deslocamento acidental e, principalmente, reduz o risco de broncoaspiração em pacientes com disfagia crônica, sendo mais adequada para nutrição enteral de longo prazo.
Os benefícios incluem melhora do estado nutricional, redução do risco de broncoaspiração e maior conforto. Os riscos envolvem complicações do procedimento (infecção, sangramento) e questões éticas relacionadas à qualidade de vida e autonomia do paciente.
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