Gastrostomia: Indicações e Benefícios na Nutrição Enteral

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

Em qual das situações abaixo a gastrostomia seria a melhor opção para fornecimento de via alimentar?

Alternativas

  1. A) Como tempo preparatório para tratamento de estenoses cáusticas do esôfago, uma vez que o estômago com frequência se encontra igualmente acometido
  2. B) Quando se deseja alimentar o paciente e este se encontra em pós-operatório complicado de uma cirurgia gastrointestinal ou esofágica
  3. C) Fornecer via alimentar para paciente neuropata, com trato gastrointestinal íntegro, porém sem condições de deglutição
  4. D) Como tempo imediatamente subsequente a esofagectomia, em que o cirurgião tem a intenção de submeter o paciente à alimentação enteral

Pérola Clínica

Gastrostomia = via alimentar segura e permanente para pacientes com disfagia crônica e TGI íntegro.

Resumo-Chave

A gastrostomia é a melhor opção para nutrição enteral de longo prazo em pacientes que possuem o trato gastrointestinal íntegro, mas que apresentam disfagia grave e persistente, como ocorre em muitos pacientes neuropatas. Ela oferece uma via segura e eficaz para a alimentação, evitando os riscos associados à aspiração e garantindo o suporte nutricional adequado.

Contexto Educacional

A gastrostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura na parede abdominal até o estômago, permitindo a inserção de um tubo para alimentação enteral direta. É uma modalidade de suporte nutricional de extrema importância para pacientes que não conseguem se alimentar adequadamente por via oral, mas que possuem um trato gastrointestinal funcional. A indicação mais comum é a disfagia crônica, frequentemente associada a doenças neurológicas como AVC, esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença de Parkinson ou paralisia cerebral. A escolha da gastrostomia em detrimento de outras vias, como a sonda nasoenteral, geralmente ocorre quando a necessidade de suporte nutricional é prolongada (geralmente > 4-6 semanas). A gastrostomia oferece maior conforto, menor risco de aspiração e melhor qualidade de vida para o paciente a longo prazo. Existem diferentes técnicas para sua realização, incluindo a gastrostomia endoscópica percutânea (GEP), que é minimamente invasiva e a mais utilizada. É fundamental que o paciente tenha um trato gastrointestinal íntegro e funcional para que a gastrostomia seja eficaz. Contraindicações incluem obstrução intestinal distal, ascite volumosa, coagulopatias graves não corrigíveis e instabilidade hemodinâmica. O manejo adequado da gastrostomia e a educação do paciente e cuidadores são essenciais para prevenir complicações e garantir o sucesso do suporte nutricional.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para a realização de uma gastrostomia?

As principais indicações incluem disfagia neurogênica crônica, obstrução esofágica inoperável, incapacidade de manter nutrição oral adequada por tempo prolongado e proteção da via aérea em pacientes com alto risco de aspiração.

Qual a diferença entre gastrostomia e jejunostomia?

A gastrostomia permite a alimentação diretamente no estômago, enquanto a jejunostomia é indicada quando há contraindicação para alimentação gástrica, como gastroparesia grave ou cirurgia gástrica recente, alimentando diretamente o jejuno.

Quais os cuidados necessários com uma gastrostomia?

Os cuidados incluem higiene diária do óstio, rotação do tubo para evitar aderências, verificação do balão de fixação, administração correta da dieta e medicamentos, e monitoramento de complicações como infecção, vazamento ou obstrução.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo