SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Em qual das situações abaixo a gastrostomia seria a melhor opção para fornecimento de via alimentar?
Gastrostomia = via alimentar segura e permanente para pacientes com disfagia crônica e TGI íntegro.
A gastrostomia é a melhor opção para nutrição enteral de longo prazo em pacientes que possuem o trato gastrointestinal íntegro, mas que apresentam disfagia grave e persistente, como ocorre em muitos pacientes neuropatas. Ela oferece uma via segura e eficaz para a alimentação, evitando os riscos associados à aspiração e garantindo o suporte nutricional adequado.
A gastrostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura na parede abdominal até o estômago, permitindo a inserção de um tubo para alimentação enteral direta. É uma modalidade de suporte nutricional de extrema importância para pacientes que não conseguem se alimentar adequadamente por via oral, mas que possuem um trato gastrointestinal funcional. A indicação mais comum é a disfagia crônica, frequentemente associada a doenças neurológicas como AVC, esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença de Parkinson ou paralisia cerebral. A escolha da gastrostomia em detrimento de outras vias, como a sonda nasoenteral, geralmente ocorre quando a necessidade de suporte nutricional é prolongada (geralmente > 4-6 semanas). A gastrostomia oferece maior conforto, menor risco de aspiração e melhor qualidade de vida para o paciente a longo prazo. Existem diferentes técnicas para sua realização, incluindo a gastrostomia endoscópica percutânea (GEP), que é minimamente invasiva e a mais utilizada. É fundamental que o paciente tenha um trato gastrointestinal íntegro e funcional para que a gastrostomia seja eficaz. Contraindicações incluem obstrução intestinal distal, ascite volumosa, coagulopatias graves não corrigíveis e instabilidade hemodinâmica. O manejo adequado da gastrostomia e a educação do paciente e cuidadores são essenciais para prevenir complicações e garantir o sucesso do suporte nutricional.
As principais indicações incluem disfagia neurogênica crônica, obstrução esofágica inoperável, incapacidade de manter nutrição oral adequada por tempo prolongado e proteção da via aérea em pacientes com alto risco de aspiração.
A gastrostomia permite a alimentação diretamente no estômago, enquanto a jejunostomia é indicada quando há contraindicação para alimentação gástrica, como gastroparesia grave ou cirurgia gástrica recente, alimentando diretamente o jejuno.
Os cuidados incluem higiene diária do óstio, rotação do tubo para evitar aderências, verificação do balão de fixação, administração correta da dieta e medicamentos, e monitoramento de complicações como infecção, vazamento ou obstrução.
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