Gastrosquise Neonatal: Diagnóstico e Etiologia

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021

Enunciado

A foto abaixo mostra um recém-nascido com determinada patologia: Marque a alternativa CORRETA, baseado no conhecimento clínico/cirúrgico:

Alternativas

  1. A) Gastrosquise, pois o orifício de exteriorização é pequeno e tem sua origem na involução da veia umbilical direita.
  2. B) Onfalocele, pois há sofrimento das alças exteriorizadas, tornando-se de difícil correção cirúrgica.
  3. C) Gastrosquise, pois há fígado exteriorizado no defeito e não há malformações associadas.
  4. D) Onfalocele, pois há exteriorização das alças à direita do cordão umbilical e está associada a outras malformações.

Pérola Clínica

Gastrosquise: defeito pequeno à direita do umbigo, sem saco, alças expostas, origem na involução da veia umbilical direita.

Resumo-Chave

A gastrosquise é um defeito da parede abdominal caracterizado pela exteriorização de vísceras (geralmente intestino) através de um orifício pequeno, quase sempre à direita do cordão umbilical, sem cobertura de saco herniário. Sua etiologia está ligada à involução anormal da veia umbilical direita.

Contexto Educacional

A gastrosquise e a onfalocele são os defeitos congênitos da parede abdominal mais comuns, e sua diferenciação é fundamental para o manejo e prognóstico. A gastrosquise é caracterizada pela exteriorização de alças intestinais (e ocasionalmente outros órgãos) através de um pequeno defeito na parede abdominal, quase sempre localizado à direita do cordão umbilical. As vísceras expostas não são cobertas por um saco herniário, o que as torna vulneráveis à irritação pelo líquido amniótico e à perda de calor e fluidos. A etiologia da gastrosquise é multifatorial, mas uma das teorias mais aceitas sugere que ela se origina de uma falha na involução da veia umbilical direita, resultando em um defeito na parede abdominal. Ao contrário da onfalocele, a gastrosquise raramente está associada a outras malformações congênitas maiores ou anomalias cromossômicas. O manejo pós-natal imediato envolve a proteção das alças expostas com invólucros estéreis e aquecidos, hidratação intravenosa e descompressão gástrica. O tratamento definitivo é cirúrgico, visando a redução das vísceras para a cavidade abdominal e o fechamento do defeito, que pode ser primário ou em estágios (com uso de silo). O prognóstico geralmente é bom, mas pode ser complicado por dismotilidade intestinal e síndromes de má absorção.

Perguntas Frequentes

Quais são as características distintivas da gastrosquise em comparação com a onfalocele?

Na gastrosquise, as vísceras estão expostas sem saco e o defeito é geralmente à direita do umbigo, enquanto na onfalocele, as vísceras são cobertas por um saco e o defeito é central, no umbigo.

Qual a etiologia proposta para a gastrosquise?

A teoria mais aceita sugere que a gastrosquise resulta de uma involução anormal ou falha no desenvolvimento da veia umbilical direita, levando a um defeito na parede abdominal.

Quais são as principais preocupações no manejo de um recém-nascido com gastrosquise?

As principais preocupações incluem a proteção das alças intestinais expostas contra perda de calor e fluidos, infecção, e o manejo cirúrgico para recolocação das vísceras e fechamento do defeito.

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