HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Paciente com 18 semanas de gestação é submetida à ressonância fetal devido a suspeita de malformação congênita ao exame ultrassonográfico. A ressonância evidenciou defeito de fechamento da parede corporal anterior, cordão umbilical, medindo 20 mm, com exteriorização de todo conteúdo das alças de delgado (foto abaixo): A principal hipótese diagnóstica é:
Defeito parede abdominal fetal + alças de delgado exteriorizadas + cordão umbilical normal = Gastrosquise.
A gastrosquise é um defeito da parede abdominal paramediano (geralmente à direita do umbigo), onde as alças intestinais (e ocasionalmente outros órgãos) se exteriorizam sem cobertura de saco. O cordão umbilical tem inserção normal, diferenciando-a da onfalocele. A exteriorização de 'todo o conteúdo das alças de delgado' é um achado clássico.
A gastrosquise é um defeito congênito da parede abdominal caracterizado pela exteriorização das vísceras abdominais, mais comumente as alças intestinais, através de um orifício paramediano (geralmente à direita) do umbigo. Diferentemente da onfalocele, na gastrosquise as vísceras não são cobertas por um saco peritoneal ou amniótico e o cordão umbilical tem inserção normal. Este defeito ocorre devido a uma falha no fechamento da parede abdominal durante o desenvolvimento embrionário. O diagnóstico é frequentemente realizado no pré-natal por ultrassonografia fetal, que tipicamente revela alças intestinais flutuando livremente no líquido amniótico. A ressonância magnética fetal pode ser utilizada para complementar a avaliação, fornecendo informações mais detalhadas sobre o conteúdo herniado e a presença de outras anomalias, embora a gastrosquise seja geralmente uma malformação isolada. A exteriorização de "todo o conteúdo das alças de delgado" é um achado clássico que corrobora o diagnóstico. O manejo da gastrosquise envolve o planejamento do parto em um centro terciário com equipe multidisciplinar. Após o nascimento, as vísceras expostas devem ser protegidas para evitar perda de calor e fluidos, e a correção cirúrgica é realizada o mais precocemente possível. O prognóstico é geralmente bom, mas complicações como atresia intestinal, dismotilidade e síndrome do intestino curto podem ocorrer devido à exposição das alças ao líquido amniótico, que causa inflamação e espessamento.
A ultrassonografia mostra alças intestinais flutuando livremente no líquido amniótico, sem cobertura de saco, adjacentes a um cordão umbilical de inserção normal. Pode haver dilatação das alças e espessamento da parede intestinal.
A ressonância magnética fetal pode complementar a ultrassonografia, fornecendo detalhes anatômicos adicionais, avaliando a quantidade de vísceras exteriorizadas e identificando outras malformações, embora estas sejam raras na gastrosquise.
As complicações incluem atresia intestinal, estenose, perfuração, volvo, síndrome do intestino curto e enterocolite necrosante. A exposição das alças ao líquido amniótico causa inflamação (peritonite química), levando a espessamento e dismotilidade.
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