Gastrosquise Neonatal: Diagnóstico e Diferenciação

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020

Enunciado

Recepcionado recém-nascido filho de mãe primigesta, 25 anos de idade, A positivo, sorologias normais, gestação sem intercorrências. Parto normal, termo, 39 semanas. Logo ao nascimento, observa-se evisceração paraumbilical. Provavelmente trata-se de:

Alternativas

  1. A) Síndrome de Prune Belly.
  2. B) Onfalocele.
  3. C) Gastrosquise.
  4. D) Tocotraumatismo.

Pérola Clínica

Evisceração paraumbilical sem saco = Gastrosquise; com saco = Onfalocele.

Resumo-Chave

A gastrosquise é um defeito congênito da parede abdominal caracterizado pela evisceração de alças intestinais (e ocasionalmente outros órgãos) através de um orifício paraumbilical, geralmente à direita, sem cobertura de saco herniário. É crucial diferenciá-la da onfalocele, que apresenta os órgãos herniados dentro de um saco membranoso no umbigo.

Contexto Educacional

A gastrosquise é um defeito congênito da parede abdominal anterior, caracterizado pela evisceração de conteúdo abdominal, mais comumente alças intestinais, através de um orifício paraumbilical, geralmente localizado à direita do cordão umbilical. Diferentemente da onfalocele, na gastrosquise não há um saco membranoso cobrindo os órgãos eviscerados, o que os expõe diretamente ao líquido amniótico no útero e ao ambiente externo após o nascimento. A etiologia exata da gastrosquise não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva um defeito no fechamento da parede abdominal durante o desenvolvimento embrionário, possivelmente relacionado a fatores vasculares. A exposição das alças intestinais ao líquido amniótico pode levar a um processo inflamatório (peritonite química), resultando em espessamento e encurtamento das alças, o que pode dificultar o fechamento primário e aumentar o risco de complicações pós-operatórias. O diagnóstico é frequentemente feito no pré-natal por ultrassonografia. Após o nascimento, o manejo imediato visa proteger os órgãos eviscerados da perda de calor e fluidos, e da contaminação. A correção é cirúrgica, com o objetivo de reduzir os órgãos para a cavidade abdominal e fechar o defeito. Em casos de grande evisceração, pode ser necessário um fechamento em etapas (silo). O prognóstico é geralmente bom, mas complicações como íleo prolongado, enterocolite necrosante e síndrome do intestino curto podem ocorrer.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre gastrosquise e onfalocele?

A gastrosquise é uma evisceração de órgãos abdominais através de um defeito paraumbilical, sem cobertura de saco. A onfalocele é uma herniação umbilical dos órgãos abdominais, mas estes estão contidos dentro de um saco membranoso.

Quais órgãos são mais comumente eviscerados na gastrosquise?

Na gastrosquise, as alças intestinais são os órgãos mais frequentemente eviscerados. Outros órgãos, como estômago, fígado ou bexiga, são menos comuns, mas podem ocorrer.

Qual a conduta inicial para um recém-nascido com gastrosquise?

A conduta inicial inclui proteger os órgãos eviscerados com um invólucro estéril e úmido, posicionar o bebê para reduzir a compressão vascular, iniciar hidratação venosa e antibióticos, e preparar para correção cirúrgica.

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