HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Mulher, 33 anos de idade, foi submetida a gastroplastia em Y de Roux para tratamento de obesidade mórbida, há 2 meses. Procura o serviço de urgência com queixa de disfagia, regurgitação de alimentos sólidos, há 1 mês, com piora progressiva. Ao exame físico: bom estado geral, desidratada, corada, abdome flácido e indolor à palpação. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
Disfagia e regurgitação progressiva pós-bypass gástrico → Estenose da gastroenteroanastomose até prova em contrário.
A estenose da gastroenteroanastomose é uma complicação comum da gastroplastia em Y de Roux, manifestando-se tipicamente com disfagia e regurgitação progressiva de alimentos sólidos nos primeiros meses após a cirurgia. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta.
A gastroplastia em Y de Roux é uma das cirurgias bariátricas mais realizadas para o tratamento da obesidade mórbida, demonstrando excelentes resultados na perda de peso e melhora das comorbidades. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, está associada a complicações, tanto precoces quanto tardias. A estenose da gastroenteroanastomose é uma das complicações precoces mais frequentes, ocorrendo geralmente nos primeiros meses após a cirurgia. A fisiopatologia da estenose anastomótica envolve a cicatrização excessiva no local da anastomose entre o pequeno reservatório gástrico e o jejuno. Clinicamente, os pacientes apresentam disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e, em casos mais graves, para líquidos, acompanhada de regurgitação e, por vezes, dor epigástrica. A desidratação e a perda de peso podem ocorrer devido à dificuldade de ingestão adequada de alimentos. O diagnóstico é estabelecido por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta da estenose e a exclusão de outras causas. O tratamento de escolha para a estenose da gastroenteroanastomose é a dilatação endoscópica com balão, que geralmente é eficaz e pode ser repetida em sessões subsequentes, se necessário. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam cientes dessa complicação para um diagnóstico e manejo precoces, evitando desnutrição e desidratação graves e melhorando a qualidade de vida do paciente pós-bariátrico.
Os sintomas clássicos incluem disfagia progressiva (dificuldade para engolir), regurgitação de alimentos sólidos, dor epigástrica e, em casos mais avançados, perda de peso e desidratação.
O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a estenose e, muitas vezes, realizar a dilatação endoscópica como tratamento inicial.
O tratamento de primeira linha é a dilatação endoscópica com balão, que pode ser repetida se necessário. Em casos refratários, a cirurgia pode ser considerada.
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