UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Paciente masculino, 58 anos, diagnostico de Diabetes Mellitus tipo 2 há 10 anos, comparece à consulta apresentando queixas de disfagia e episódios de refluxo recorrente nos últimos meses, além de histórico de hipoglicemias noturnas frequentes. Não apresenta sinais de neuropatia periférica ou microalbuminúria. No exame físico, não há alterações significativas. Os exames laboratoriais mostram hemoglobina glicada de 7,8%, TSH e T4L normais, função renal preservada e ausência de sinais inflamatórios. Com base no quadro clínico apresentado, considerando a disfunção autonômica como uma possível manifestação do DM, assinale a alternativa CORRETA:
Gastroparesia diabética → refluxo e disfagia; confirmada por cintilografia de esvaziamento gástrico.
A gastroparesia diabética, uma manifestação da neuropatia autonômica, causa atraso no esvaziamento gástrico, levando a sintomas como náuseas, vômitos, plenitude pós-prandial, disfagia e refluxo. Sua confirmação diagnóstica é feita por testes específicos, como a cintilografia de esvaziamento gástrico.
A neuropatia autonômica diabética (NAD) é uma complicação comum e grave do Diabetes Mellitus (DM), afetando diversos sistemas orgânicos, incluindo o cardiovascular, gastrointestinal, geniturinário e sudomotor. A gastroparesia diabética, uma forma de NAD que afeta o trato gastrointestinal, é caracterizada por um atraso no esvaziamento gástrico na ausência de obstrução mecânica. Sua prevalência aumenta com a duração do DM e o mau controle glicêmico. A fisiopatologia da gastroparesia envolve danos aos nervos vagos e entéricos devido à hiperglicemia crônica, levando à disfunção da motilidade gástrica. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, saciedade precoce, plenitude pós-prandial, disfagia e refluxo gastroesofágico. A presença de hipoglicemias noturnas frequentes, como no caso, pode ser um indicativo de esvaziamento gástrico irregular, dificultando a absorção de nutrientes e a titulação da insulina. O diagnóstico da gastroparesia é clínico, mas a confirmação requer a demonstração objetiva do atraso no esvaziamento gástrico, sendo a cintilografia de esvaziamento gástrico o método padrão-ouro. O tratamento envolve modificações dietéticas (refeições menores e mais frequentes, baixo teor de gordura e fibra), controle glicêmico rigoroso e uso de pró-cinéticos (como metoclopramida ou domperidona). O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar a qualidade de vida e o controle glicêmico dos pacientes diabéticos.
Os sintomas mais comuns da gastroparesia diabética incluem náuseas, vômitos (especialmente de alimentos não digeridos horas após a refeição), plenitude pós-prandial precoce, saciedade precoce, distensão abdominal, dor epigástrica, disfagia e refluxo gastroesofágico.
O diagnóstico de gastroparesia diabética é confirmado por testes que avaliam o esvaziamento gástrico, sendo o padrão-ouro a cintilografia de esvaziamento gástrico. Outros métodos incluem o teste respiratório com octano marcado e a cápsula sem fio para monitoramento do pH e motilidade.
O controle glicêmico inadequado e de longa duração é o principal fator de risco para o desenvolvimento e progressão da neuropatia autonômica diabética, incluindo a gastroparesia. Um bom controle glicêmico é fundamental para prevenir ou retardar essa complicação.
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