Rotavírus: Diagnóstico e Manejo da Gastroenterite Viral

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um lactente de 8 meses é levado à Unidade de Pronto Atendimento com quadro de vômitos incoercíveis há 24 horas, seguidos de febre baixa (37,8°C) e episódios frequentes de diarreia aquosa, explosiva, sem presença de muco ou sangue. A mãe relata que a criança frequenta creche e outros colegas apresentam sintomas semelhantes. Ao exame físico, o paciente apresenta-se irritado, com mucosas secas, fontanela levemente deprimida e sinal do prego com retorno em menos de 2 segundos. A imagem a seguir ilustra o trato gastrointestinal e, no detalhe circular à direita, a morfologia ultraestrutural do agente etiológico identificado no aspirado retal deste paciente. Com base na apresentação clínica e nos achados iconográficos, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O agente representado é o Rotavírus, membro da família Reoviridae, cuja estrutura em camadas concêntricas assemelha-se a uma roda, sendo a principal causa de diarreia grave em lactentes não vacinados.
  2. B) A imagem destaca o Norovírus, principal causa de surtos de gastroenterite em ambientes fechados, caracterizado por ser um vírus de RNA fita simples, com cápsula icosaédrica simples e sem envelope.
  3. C) O detalhe ampliado mostra o Adenovírus entérico (sorotipos 40 e 41), que tipicamente causa quadros de diarreia mais prolongados que os demais vírus, apresentando morfologia de fibras projetadas do capsídeo.
  4. D) Trata-se de uma infecção por Shigella sp., uma bactéria invasiva que coloniza o intestino delgado e grosso, representada na imagem pelo seu mecanismo de destruição da mucosa mediado por toxinas citotóxicas.

Pérola Clínica

Rotavírus = Diarreia aquosa explosiva + Morfologia em 'roda' + Principal causa viral grave em lactentes.

Resumo-Chave

O Rotavírus (família Reoviridae) causa gastroenterite grave em lactentes, caracterizada por vômitos e diarreia aquosa explosiva, com morfologia ultraestrutural típica de roda (rota).

Contexto Educacional

A gastroenterite por Rotavírus é uma das principais causas de morbimortalidade infantil global. O vírus infecta os enterócitos maduros das vilosidades do intestino delgado, levando à má absorção e diarreia osmótica e secretora. O diagnóstico é predominantemente clínico, mas a microscopia eletrônica ou testes rápidos de imunoensaio podem confirmar o agente. O tratamento foca na terapia de reidratação (oral ou venosa conforme o grau de desidratação) e na manutenção da oferta nutricional para evitar a desnutrição secundária.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar clinicamente Rotavírus de causas bacterianas?

O Rotavírus causa tipicamente uma diarreia aquosa, explosiva, sem presença de sangue ou muco, frequentemente precedida por vômitos e febre baixa. Em contraste, causas bacterianas invasivas como Shigella ou Campylobacter costumam apresentar disenteria (sangue/muco), febre alta e dor abdominal intensa.

Qual a importância da vacinação contra o Rotavírus?

A introdução da vacina (monovalente ou pentavalente) no calendário vacinal reduziu drasticamente as internações por desidratação grave e a mortalidade infantil por diarreia. É uma vacina de vírus vivo atenuado, contraindicada em casos de história prévia de invaginação intestinal ou malformações gastrointestinais não corrigidas.

Quais os principais sinais de desidratação em lactentes?

Os sinais clínicos incluem irritabilidade ou letargia, olhos encovados, mucosas secas, fontanela deprimida, sinal do prego (turgor cutâneo) com retorno lentificado e tempo de enchimento capilar prolongado (> 2 segundos). O manejo depende da classificação da gravidade da desidratação.

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