UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Lactente, 1 ano de idade, previamente hígido, levado ao pronto atendimento devido a 1 episódio de vômito, 3 evacuações líquidas e um pico febril de início há 24 horas. Ao exame físico, observa-se: frequência cardíaca: 132 bpm, frequência respiratória: 30 ipm, tempo de enchimento capilar de 2 segundos, mucosas hidratadas, abdome plano, depressível, indolor, sem sinais de irritação peritoneal. Mãe refere que a criança faz uso de fórmula infantil de seguimento e costuma realizar 3 refeições ao dia.Referente às orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria para manejo alimentar e hídrico do paciente, assine a alternativa correta.
Gastroenterite aguda com desidratação leve: Manter alimentação habitual + Aumentar líquidos caseiros.
Em lactentes com gastroenterite aguda e desidratação leve, a orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria é manter a alimentação habitual da criança, incluindo a fórmula infantil, e aumentar a oferta de líquidos caseiros para prevenir a progressão da desidratação e promover a recuperação nutricional.
A gastroenterite aguda é uma condição comum na infância, caracterizada por diarreia e, frequentemente, vômitos. O principal risco é a desidratação. O caso descrito apresenta um lactente com desidratação leve, evidenciada por mucosas hidratadas e tempo de enchimento capilar normal, apesar dos sintomas de vômito e diarreia. O manejo adequado, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), foca na reidratação e na manutenção da alimentação. Para casos de desidratação leve, a conduta primordial é a reidratação oral em casa, com o aumento da oferta de líquidos. Além do soro de reidratação oral (SRO), que é o padrão-ouro, líquidos caseiros como água, chás, sucos de frutas naturais diluídos e sopas ralas são importantes para repor as perdas. Crucialmente, a alimentação habitual da criança deve ser mantida. Não há indicação para suspender o leite materno ou a fórmula infantil de seguimento, nem para iniciar dietas restritivas, como as isentas de lactose, a menos que haja evidência de intolerância grave e persistente, o que é raro em gastroenterites agudas não complicadas. Manter a alimentação é vital para fornecer nutrientes essenciais, promover a recuperação da mucosa intestinal e prevenir a desnutrição, que pode agravar o quadro e prolongar a doença. A orientação aos pais sobre os sinais de piora da desidratação e a importância de procurar o serviço de saúde novamente é fundamental. Este manejo visa não apenas tratar a desidratação, mas também garantir a recuperação nutricional e a rápida melhora do quadro clínico do lactente.
Sinais de desidratação leve incluem mucosas hidratadas, tempo de enchimento capilar normal (<2 segundos), turgor cutâneo preservado, olhos e fontanela normais. A criança pode estar irritada, mas sem sinais de choque ou comprometimento hemodinâmico grave.
Manter a alimentação habitual, incluindo leite materno ou fórmula, é crucial para fornecer nutrientes, prevenir a desnutrição e auxiliar na regeneração da mucosa intestinal. A suspensão da dieta pode prolongar a recuperação e agravar o estado nutricional.
Além do soro de reidratação oral (SRO), líquidos caseiros como água filtrada, chás claros (sem açúcar), água de coco e sopas ralas são recomendados. Sucos de frutas naturais diluídos podem ser oferecidos com moderação, evitando os muito açucarados.
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