HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre as complicações de cirurgias gástricas, assinale a opção INCORRETA.
Gastrite refluxo alcalino pós-gastrectomia → tratamento clínico insatisfatório, frequentemente cirúrgico.
A gastrite de refluxo alcalino, uma complicação de cirurgias gástricas que alteram o piloro, é caracterizada pelo refluxo de bile e suco pancreático para o estômago. Diferente de outras complicações, seu tratamento clínico costuma ser ineficaz, e a cirurgia (como a conversão para Y de Roux) é frequentemente necessária para alívio dos sintomas.
As cirurgias gástricas, embora eficazes para diversas patologias, podem levar a uma série de complicações pós-operatórias que exigem atenção e conhecimento aprofundado. Entre elas, destacam-se a síndrome de dumping (precoce e tardia), a anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12 (devido à perda do fator intrínseco), a síndrome da alça eferente e a gastrite de refluxo alcalino. O reconhecimento precoce e o manejo adequado dessas condições são cruciais para a qualidade de vida do paciente. A gastrite de refluxo alcalino é uma complicação específica que ocorre após cirurgias gástricas que alteram o piloro, como gastrectomias subtotais com reconstruções de Billroth I ou II. Caracteriza-se pelo refluxo de bile e suco pancreático para o estômago remanescente, causando inflamação crônica da mucosa gástrica. Os sintomas incluem dor epigástrica, náuseas, vômitos biliares e perda de peso. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsias. Diferentemente de outras complicações, a gastrite de refluxo alcalino frequentemente apresenta má resposta ao tratamento clínico, que inclui procinéticos, antiácidos e inibidores da bomba de prótons. Em muitos casos, a intervenção cirúrgica é necessária para o alívio dos sintomas, sendo a reconstrução em Y de Roux a técnica mais utilizada para desviar o fluxo biliar e pancreático. O prognóstico melhora significativamente com a correção cirúrgica adequada.
Os sintomas incluem dor epigástrica persistente, náuseas, vômitos biliares e perda de peso. A dor pode piorar após as refeições e não melhora com antiácidos.
O tratamento clínico é ineficaz porque não aborda a causa anatômica do refluxo biliar. Medicamentos como antiácidos, procinéticos e inibidores da bomba de prótons oferecem alívio limitado e temporário.
A principal opção cirúrgica é a conversão da anastomose gastroentérica para uma reconstrução em Y de Roux, que desvia o fluxo biliar e pancreático para longe do estômago remanescente, aliviando a inflamação.
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