HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
O procedimento cirúrgico denominado ""Y de Roux"" está indicado para pacientes submetidos vagotomia troncular e gastrectomia à Bilroth II para tratamento de úlcera péptica e que apresentam como complicação pós-operatória:
Gastrectomia Bilroth II + gastrite alcalina → Reconstrução em Y de Roux.
A gastrite alcalina é uma complicação pós-operatória da gastrectomia com reconstrução à Bilroth II, causada pelo refluxo de bile e suco pancreático para o estômago remanescente. A conversão para Y de Roux é o tratamento cirúrgico de escolha para desviar o fluxo biliar.
A gastrite alcalina, ou gastrite por refluxo biliar, é uma complicação crônica que pode ocorrer após gastrectomias, especialmente aquelas com reconstrução à Bilroth II. Caracteriza-se pela inflamação da mucosa gástrica remanescente devido ao refluxo de bile e suco pancreático, que são irritantes para o epitélio gástrico desprotegido pela ausência do piloro. Os sintomas incluem dor epigástrica persistente, náuseas, vômitos biliares e perda de peso. O diagnóstico é endoscópico, mostrando gastrite erosiva e bile no estômago. Quando o tratamento clínico (inibidores de bomba de prótons, procinéticos) falha, a reconstrução em Y de Roux é o procedimento cirúrgico indicado para desviar o fluxo biliar, impedindo seu contato com a mucosa gástrica. O Y de Roux cria uma alça jejunal que intercala entre o estômago remanescente e o duodeno, permitindo que a bile e as enzimas pancreáticas drenem diretamente para o jejuno distal, minimizando o refluxo. É uma cirurgia complexa, mas eficaz na resolução da gastrite alcalina refratária, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.
A gastrite alcalina é causada pelo refluxo crônico de bile, suco pancreático e secreções duodenais para o estômago remanescente, especialmente após gastrectomias com reconstrução à Bilroth II, devido à ausência do piloro.
A reconstrução em Y de Roux cria uma alça jejunal que intercala entre o estômago remanescente e o duodeno, desviando o fluxo biliar e pancreático para o jejuno distal, impedindo seu contato com a mucosa gástrica.
Os sintomas incluem dor epigástrica persistente, queimação, náuseas, vômitos biliares (especialmente após as refeições) e, em casos crônicos, perda de peso e anemia.
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