UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um homem de 55 anos, diagnosticado com Síndrome de Zollinger-Ellison (SZE), apresenta uma elevação significativa dos níveis de gastrina e sintomas de úlceras pépticas refratárias, além de diarreia e dor abdominal. Exames de imagem revelaram um tumor de 2,5 cm localizado no corpo do pâncreas, sem evidências de metástases hepáticas. Considerando que ele é portador de um gastrinoma esporádico e foi realizada uma localização pré-operatória do tumor, qual é a abordagem cirúrgica mais indicada para maximizar o controle da doença e evitar recorrência?
Gastrinoma esporádico em corpo/cauda do pâncreas → Pancreatectomia distal + esplenectomia.
O tratamento definitivo do gastrinoma esporádico localizado no corpo ou cauda pancreática é a ressecção oncológica com linfadenectomia regional.
O gastrinoma é o tumor neuroendócrino funcionante mais comum do pâncreas após o insulinoma. A localização mais frequente é o 'Triângulo do Gastrinoma' (confluência dos ductos cístico e colédoco, segunda e terceira porções do duodeno e colo do pâncreas). No entanto, quando localizado no corpo ou cauda, a pancreatectomia distal é a técnica de escolha. O manejo pré-operatório envolve o controle da hipersecreção ácida com altas doses de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP). A cirurgia visa não apenas o controle dos sintomas, mas a prevenção da progressão maligna, já que cerca de 60-90% dos gastrinomas são malignos ou têm potencial metastático.
A SZE é causada por um gastrinoma, um tumor neuroendócrino secretor de gastrina. Isso leva a uma hipersecreção ácida gástrica extrema, resultando em úlceras pépticas graves, refratárias, muitas vezes múltiplas ou em locais atípicos, além de diarreia crônica por inativação de enzimas pancreáticas pelo pH baixo.
Gastrinomas esporádicos (80%) costumam ser lesões únicas, frequentemente no pâncreas ou duodeno, e têm maior potencial de cura cirúrgica. Já os associados à Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1 (NEM-1) são frequentemente múltiplos, pequenos e localizados no duodeno, tornando a cura cirúrgica muito mais desafiadora.
Em tumores neuroendócrinos como o gastrinoma, a esplenectomia é realizada junto à pancreatectomia distal para garantir a remoção completa da cadeia linfonodal do hilo esplênico e da artéria esplênica, assegurando uma ressecção R0 e reduzindo o risco de metástases linfonodais.
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