FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
A gastrectomia vertical, também conhecida como cirurgia de Sleeve, é uma técnica bariátrica que transforma o estômago em um tubo. Sobre o assunto, há as seguintes afirmativas:I. A gastrectomia vertical é considerada uma técnica cirúrgica puramente restritiva.II. A gastrectomia vertical não apresenta eficácia significativa no controle da hipertensão.III. A capacidade do estômago após a gastrectomia vertical é de 80 a 100 mililitros.Considerando-se as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F), a alternativa CORRETA é:
A gastrectomia vertical (Sleeve) não é puramente restritiva; a remoção do fundo gástrico reduz a grelina, gerando um potente efeito hormonal/metabólico.
O sucesso da gastrectomia vertical vai além da redução do estômago. A ressecção do fundo gástrico, principal sítio de produção de grelina (o 'hormônio da fome'), induz saciedade precoce e melhora significativa de comorbidades metabólicas como diabetes e hipertensão, caracterizando-a como uma cirurgia metabólica.
A gastrectomia vertical, ou cirurgia de Sleeve, é atualmente uma das técnicas de cirurgia bariátrica mais realizadas no mundo. O procedimento consiste na ressecção de aproximadamente 70-80% do estômago, incluindo o fundo e a maior parte do corpo gástrico, transformando-o em um tubo estreito e alongado. Inicialmente concebida como uma técnica puramente restritiva, hoje se sabe que seu mecanismo de ação é muito mais complexo. Além da restrição física à ingestão de alimentos, a remoção do fundo gástrico elimina a principal fonte de produção de grelina, um hormônio que estimula o apetite. A queda drástica nos níveis de grelina leva a uma redução significativa da fome e à saciedade precoce, sendo um fator chave para a perda de peso. Este efeito hormonal a classifica como uma cirurgia metabólica. Devido a essas alterações hormonais e à perda de peso substancial, a gastrectomia vertical tem alta eficácia na remissão ou melhora de comorbidades associadas à obesidade, como o diabetes mellitus tipo 2 e a hipertensão arterial sistêmica. A capacidade final do estômago é de aproximadamente 80 a 150 ml, permitindo a ingestão de pequenos volumes de alimento por refeição.
Os mecanismos são: 1) Restrição mecânica pela redução do volume gástrico; 2) Efeito hormonal pela diminuição da produção de grelina, o que reduz a fome; e 3) Aumento da velocidade do trânsito alimentar, que estimula hormônios de saciedade como o GLP-1.
O controle da hipertensão ocorre pela perda de peso significativa, melhora da sensibilidade à insulina e por efeitos hormonais e neuro-hormonais que reduzem a atividade do sistema nervoso simpático e do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
A capacidade do estômago tubular remanescente é variável, mas geralmente fica entre 80 e 150 ml. A afirmação de um valor fixo e tão baixo como 100 mililitros é uma simplificação imprecisa.
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