CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
A complicação mais frequente, após a realização de uma gastrectomia vertical laparoscópica para tratamento de obesidade mórbida é:
Complicação técnica mais frequente no Sleeve Gástrico = Fístula na linha de grampos (especialmente no ângulo de His).
A gastrectomia vertical (Sleeve) possui uma linha de grampeamento extensa, tornando a fístula a complicação mais comum e específica deste procedimento, diferindo do Bypass.
A gastrectomia vertical, ou Sleeve Gástrico, tornou-se o procedimento bariátrico mais realizado mundialmente devido à sua eficácia e menor complexidade técnica comparada ao Bypass. No entanto, a criação de um reservatório gástrico de alta pressão com uma linha de grampos que se estende por quase toda a pequena curvatura predispõe a complicações específicas. A fístula na linha de grampos é a complicação mais frequente, com incidência variando entre 1% e 5% em diferentes séries. A fisiopatologia envolve tanto fatores mecânicos (isquemia tecidual) quanto hemodinâmicos (pressão intraluminal). O manejo é desafiador, muitas vezes exigindo drenagem, suporte nutricional e intervenções endoscópicas (stents ou vácuo endoscópico).
Cerca de 75% a 90% das fístulas após gastrectomia vertical ocorrem na porção superior da linha de grampos, especificamente próximo à junção esofagogástrica ou ângulo de His. Isso ocorre devido à alta pressão intraluminal no tubo gástrico estreito e à vascularização mais precária nessa região após a dissecção dos vasos gástricos curtos.
No Sleeve (Gastrectomia Vertical), as complicações predominantes são fístulas e estenoses da linha de grampos. No Bypass Gástrico em Y de Roux, as complicações mais frequentes incluem úlceras de boca anastomótica, hérnias internas (através do espaço de Petersen) e síndromes disabsortivas ou de dumping.
O diagnóstico clínico baseia-se em taquicardia persistente (frequentemente o primeiro sinal), febre e dor abdominal. Exames de imagem como tomografia computadorizada com contraste oral e venoso ou seriografia esofagogástrica são utilizados para confirmar o extravasamento de contraste.
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