Complicações da Gastrectomia Vertical: Foco em Fístulas

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

A complicação mais frequente, após a realização de uma gastrectomia vertical laparoscópica para tratamento de obesidade mórbida é:

Alternativas

  1. A) Hérnia interna.
  2. B) Síndrome de Dumping.
  3. C) Síndrome da alça aferente.
  4. D) Fístula na linha de grampos.

Pérola Clínica

Complicação técnica mais frequente no Sleeve Gástrico = Fístula na linha de grampos (especialmente no ângulo de His).

Resumo-Chave

A gastrectomia vertical (Sleeve) possui uma linha de grampeamento extensa, tornando a fístula a complicação mais comum e específica deste procedimento, diferindo do Bypass.

Contexto Educacional

A gastrectomia vertical, ou Sleeve Gástrico, tornou-se o procedimento bariátrico mais realizado mundialmente devido à sua eficácia e menor complexidade técnica comparada ao Bypass. No entanto, a criação de um reservatório gástrico de alta pressão com uma linha de grampos que se estende por quase toda a pequena curvatura predispõe a complicações específicas. A fístula na linha de grampos é a complicação mais frequente, com incidência variando entre 1% e 5% em diferentes séries. A fisiopatologia envolve tanto fatores mecânicos (isquemia tecidual) quanto hemodinâmicos (pressão intraluminal). O manejo é desafiador, muitas vezes exigindo drenagem, suporte nutricional e intervenções endoscópicas (stents ou vácuo endoscópico).

Perguntas Frequentes

Onde ocorre a maioria das fístulas na gastrectomia vertical?

Cerca de 75% a 90% das fístulas após gastrectomia vertical ocorrem na porção superior da linha de grampos, especificamente próximo à junção esofagogástrica ou ângulo de His. Isso ocorre devido à alta pressão intraluminal no tubo gástrico estreito e à vascularização mais precária nessa região após a dissecção dos vasos gástricos curtos.

Qual a diferença de complicações entre Sleeve e Bypass?

No Sleeve (Gastrectomia Vertical), as complicações predominantes são fístulas e estenoses da linha de grampos. No Bypass Gástrico em Y de Roux, as complicações mais frequentes incluem úlceras de boca anastomótica, hérnias internas (através do espaço de Petersen) e síndromes disabsortivas ou de dumping.

Como é feito o diagnóstico de fístula pós-sleeve?

O diagnóstico clínico baseia-se em taquicardia persistente (frequentemente o primeiro sinal), febre e dor abdominal. Exames de imagem como tomografia computadorizada com contraste oral e venoso ou seriografia esofagogástrica são utilizados para confirmar o extravasamento de contraste.

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