HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
Assinale a Correta: - a desordem Metabólica mais comum após ressecção Gástrica total é a deficiência de:
Gastrectomia total → ↑ risco de deficiência de ferro (acloridria e desvio duodenal), mais comum que B12.
Após gastrectomia total, a deficiência de ferro é a desordem metabólica mais comum. Isso ocorre devido à acloridria (ausência de ácido gástrico, essencial para a conversão do ferro férrico em ferro ferroso absorvível) e ao desvio do duodeno (principal local de absorção de ferro) na reconstrução cirúrgica. Embora a deficiência de B12 também seja esperada, a de ferro é mais prevalente.
A gastrectomia total é um procedimento cirúrgico radical, frequentemente realizado para o tratamento de câncer gástrico, que acarreta profundas alterações fisiológicas e metabólicas. A remoção completa do estômago impacta diretamente a digestão e a absorção de nutrientes, levando a uma série de deficiências que requerem monitoramento e manejo contínuos. A desordem metabólica mais comum e frequentemente mais precoce após a gastrectomia total é a deficiência de ferro, resultando em anemia ferropriva. A fisiopatologia envolve dois mecanismos principais: primeiro, a acloridria (ausência de ácido clorídrico gástrico), que é essencial para a conversão do ferro férrico (Fe3+) da dieta em ferro ferroso (Fe2+), a forma absorvível no duodeno. Segundo, a reconstrução cirúrgica frequentemente desvia o trânsito alimentar do duodeno, que é o principal local de absorção de ferro. Embora a deficiência de vitamina B12 também seja uma complicação esperada devido à ausência de fator intrínseco, sua manifestação clínica pode ser mais tardia, pois o corpo possui grandes reservas hepáticas. O manejo pós-gastrectomia total exige um acompanhamento nutricional rigoroso, com suplementação profilática e monitoramento laboratorial regular de ferro, vitamina B12, cálcio e vitamina D. A suplementação de ferro, muitas vezes por via intravenosa, é crucial para prevenir ou tratar a anemia ferropriva. Residentes devem estar cientes dessas complicações para garantir a melhor qualidade de vida e prognóstico para esses pacientes.
A deficiência de ferro é comum devido à acloridria, que prejudica a redução do ferro férrico a ferro ferroso (forma absorvível), e ao desvio do duodeno, principal local de absorção de ferro, durante a reconstrução cirúrgica.
Além da deficiência de ferro, são esperadas deficiências de vitamina B12 (pela ausência de fator intrínseco), cálcio e vitamina D (pela má absorção e menor ingestão), e, em menor grau, ácido fólico e vitaminas lipossolúveis.
O monitoramento envolve exames laboratoriais regulares (hemograma, ferritina, saturação de transferrina). O tratamento é feito com suplementação de ferro, muitas vezes por via intravenosa, devido à má absorção oral.
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