SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
No contexto do tratamento cirúrgico do adenocarcinoma gástrico, nas lesões localizadas no estômago proximal, incluindo o fundo e a cárdia, qual das seguintes afirmações é correta em relação à escolha da técnica operatória?
Adenocarcinoma gástrico proximal → Gastrectomia total + esofagojejunostomia em Y de Roux é preferível para margem negativa e anastomose sem tensão.
Para adenocarcinoma gástrico localizado no estômago proximal (cárdia e fundo), a gastrectomia total é geralmente a técnica de escolha para garantir margens cirúrgicas oncológicas adequadas e prevenir recorrência. A reconstrução em Y de Roux com esofagojejunostomia é preferida para minimizar o refluxo biliar e esofagite, além de proporcionar uma anastomose com menor tensão.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e seu tratamento cirúrgico é a principal modalidade curativa. A escolha da técnica operatória depende da localização e extensão do tumor, bem como do estadiamento. Tumores localizados no estômago proximal, como cárdia e fundo, apresentam desafios específicos devido à proximidade com o esôfago e à complexidade da reconstrução. Para lesões no estômago proximal, a gastrectomia total é geralmente a abordagem preferida. Esta técnica garante a remoção completa do estômago e de uma porção do esôfago distal, permitindo a obtenção de margens cirúrgicas livres de doença (R0), o que é fundamental para o controle oncológico. A gastrectomia proximal, que preserva o antro, pode ser considerada em casos muito selecionados de tumores pequenos e bem diferenciados, mas tem maior risco de refluxo esofágico. Após a gastrectomia total, a reconstrução do trânsito alimentar é realizada. A esofagojejunostomia em Y de Roux é a técnica de reconstrução mais comum e preferida. Ela envolve a anastomose do esôfago remanescente com uma alça jejunal e a criação de uma alça em Y para desviar o suco biliar e pancreático, minimizando o refluxo alcalino para o esôfago e a esofagite. A escolha da técnica deve sempre visar a segurança oncológica e a melhor qualidade de vida pós-operatória.
A gastrectomia total é indicada para tumores localizados no estômago proximal (cárdia, fundo, corpo alto), tumores difusos ou multicêntricos, e quando a gastrectomia subtotal não permite margens cirúrgicas livres de doença.
A reconstrução em Y de Roux, com a criação de uma alça jejunal interposta entre o esôfago e o jejuno, é preferida para desviar o fluxo biliar e pancreático do esôfago, minimizando o risco de esofagite de refluxo alcalino e melhorando a qualidade de vida do paciente.
A obtenção de margens cirúrgicas negativas (R0) é crucial para o prognóstico do paciente com câncer gástrico, pois a presença de células tumorais na margem (R1 ou R2) está associada a um risco significativamente maior de recorrência local e pior sobrevida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo