Câncer Gástrico: Técnica Cirúrgica e Reconstrução Ótima

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Para um paciente com adenocarcinoma gástrico de 3cm localizado em antro gástrico, com comprometimento linfonodal de tronco celíaco e sem metástases hepática, a melhor técnica cirúrgica e a reconstrução deverão ser:

Alternativas

  1. A) Gastrectomia subtotal com linfadenectomia a D2 + Y de Roux.
  2. B) Gastrectomia total com linfadenctomia a D1 + Billroth I.
  3. C) Gastrectomia parcial com linfadenectomia a D2 + Billroth II.
  4. D) Gastrectomia subtotal com linfadenectomia a D2 + Billroth I.
  5. E) Gastrectomia total com linfadenectomia a D1 + Y de Roux.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico distal com linfonodos celíacos → Gastrectomia subtotal + D2 + Y de Roux.

Resumo-Chave

Para adenocarcinoma gástrico localizado no antro (distal) com comprometimento linfonodal regional (tronco celíaco), a gastrectomia subtotal é a ressecção adequada. A linfadenectomia D2 é essencial para o controle oncológico, e a reconstrução em Y de Roux é a técnica preferencial para reduzir complicações pós-operatórias como o refluxo.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e o tratamento cirúrgico é a principal modalidade curativa para a doença localizada. A escolha da técnica cirúrgica e da reconstrução é crucial para o sucesso oncológico e a qualidade de vida do paciente. O estadiamento preciso, incluindo a avaliação do comprometimento linfonodal, guia a extensão da ressecção e da linfadenectomia. Para tumores localizados no antro gástrico, a gastrectomia subtotal é geralmente a opção preferencial, pois permite a ressecção do tumor com margens adequadas, preservando parte do estômago e potencialmente melhorando a função digestiva pós-operatória. A linfadenectomia D2, que envolve a remoção dos linfonodos de segunda estação ao longo dos vasos do tronco celíaco, é fundamental para o controle oncológico, especialmente em casos com comprometimento linfonodal regional, como o descrito na questão. A reconstrução do trânsito alimentar após a gastrectomia é um passo crítico. A reconstrução em Y de Roux é amplamente aceita como a técnica de escolha devido à sua eficácia em prevenir o refluxo biliar e alcalino para o esôfago ou estômago remanescente, o que pode causar sintomas desagradáveis e complicações a longo prazo. As reconstruções de Billroth I e II, embora mais simples, estão associadas a maiores taxas de refluxo e síndrome de dumping, sendo menos favoráveis em muitos cenários de gastrectomia por câncer.

Perguntas Frequentes

Quando é indicada a gastrectomia subtotal para câncer gástrico?

A gastrectomia subtotal é indicada para tumores localizados no antro ou corpo distal do estômago, permitindo a preservação de parte do estômago proximal. É preferível à gastrectomia total quando a margem de segurança oncológica pode ser atingida.

Qual a importância da linfadenectomia D2 no tratamento do câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para o tratamento cirúrgico do câncer gástrico avançado ressecável. Ela envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (D1) e dos linfonodos ao longo dos vasos do tronco celíaco (D2), melhorando o estadiamento e a sobrevida dos pacientes.

Por que a reconstrução em Y de Roux é preferida após gastrectomia?

A reconstrução em Y de Roux é preferida por desviar o fluxo biliar e pancreático para longe do coto gástrico ou esofágico, minimizando o refluxo biliar e alcalino, que pode causar esofagite, gastrite e síndrome de dumping, melhorando a qualidade de vida pós-operatória.

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