FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Paciente foi submetido à gastrectomia parcial por úlcera pré-pilórica, sendo a reconstrução do trânsito digestivo feita através de anastomose entre o coto gástrico e o duodeno. Como é chamada esse tipo de reconstrução?
Gastrectomia + anastomose coto gástrico-duodeno = Reconstrução Billroth I.
A reconstrução à Billroth I (gastroduodenostomia) é a anastomose do coto gástrico remanescente diretamente ao duodeno. É preferível quando possível, pois mantém o trânsito fisiológico do alimento pelo duodeno, permitindo a mistura com bile e enzimas pancreáticas antes de chegar ao jejuno.
A gastrectomia parcial é um procedimento cirúrgico comum para o tratamento de úlceras pépticas complicadas, tumores gástricos distais ou outras patologias que afetam a porção distal do estômago. Após a remoção de parte do estômago, a reconstrução do trânsito digestivo é essencial para restabelecer a continuidade do trato gastrointestinal. Existem diferentes métodos de reconstrução, sendo os mais conhecidos os procedimentos de Billroth I e Billroth II, e a reconstrução em Y de Roux. A reconstrução à Billroth I, também conhecida como gastroduodenostomia, envolve a anastomose direta do coto gástrico remanescente ao duodeno. Esta técnica é considerada mais fisiológica, pois mantém o fluxo de alimentos através do duodeno, permitindo que a bile e as enzimas pancreáticas se misturem com o quimo antes de este atingir o jejuno. Isso pode resultar em uma menor incidência de síndromes pós-gastrectomia, como a síndrome de dumping, em comparação com outras técnicas. Para residentes, é fundamental compreender as indicações e as técnicas de reconstrução pós-gastrectomia. A escolha entre Billroth I, Billroth II ou Y de Roux depende de fatores como a extensão da ressecção gástrica, a condição do duodeno e a preferência do cirurgião. O conhecimento detalhado dessas técnicas e suas potenciais complicações é crucial para o manejo adequado dos pacientes no pós-operatório e para a preparação para exames de residência.
Na Billroth I, o coto gástrico é anastomosado diretamente ao duodeno (gastroduodenostomia). Na Billroth II, o coto gástrico é anastomosado ao jejuno (gastrojejunostomia), e o coto duodenal é fechado e excluído do trânsito alimentar principal.
A principal vantagem é a manutenção do trânsito fisiológico do alimento pelo duodeno, permitindo a mistura com bile e enzimas pancreáticas antes de chegar ao jejuno, o que pode resultar em menor incidência de síndromes de má absorção e dumping em comparação com a Billroth II.
A Billroth I é indicada após gastrectomia parcial, geralmente para úlceras pré-pilóricas ou lesões gástricas distais, desde que haja tecido duodenal suficiente e sem inflamação grave para permitir uma anastomose sem tensão.
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