UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
A gangrena sinérgica de Meleney é causada por:
Gangrena sinérgica de Meleney = S. aureus + estreptococos microaerófilos.
A gangrena sinérgica de Meleney é uma infecção cutânea necrosante rara, caracterizada pela sinergia entre Staphylococcus aureus e estreptococos microaerófilos, resultando em necrose progressiva da pele e tecidos subcutâneos, geralmente após cirurgia.
A gangrena sinérgica de Meleney, também conhecida como úlcera de Meleney ou gangrena pós-operatória progressiva, é uma infecção rara e grave da pele e tecidos subcutâneos. Caracteriza-se por uma necrose progressiva que se desenvolve tipicamente após procedimentos cirúrgicos abdominais ou torácicos, embora possa ocorrer após outros traumas ou infecções. A sua importância reside na alta morbidade e potencial mortalidade se não for prontamente reconhecida e tratada. A etiologia é peculiar e crucial para o diagnóstico: é uma infecção polimicrobiana sinérgica, causada pela associação de Staphylococcus aureus e estreptococos microaerófilos. Acredita-se que os estreptococos iniciem o processo inflamatório e necrótico, criando um ambiente anaeróbio que favorece a proliferação do S. aureus, que por sua vez contribui para a destruição tecidual. Essa sinergia bacteriana é o cerne da patogênese da doença. O tratamento da gangrena de Meleney é complexo e exige uma abordagem agressiva. Inclui desbridamento cirúrgico extenso e repetido do tecido necrótico, que é fundamental para controlar a infecção e promover a cicatrização. Além disso, a antibioticoterapia deve ser de amplo espectro, visando cobrir os agentes etiológicos específicos, como S. aureus (incluindo MRSA, se necessário) e estreptococos, além de considerar a presença de anaeróbios. O suporte nutricional e o manejo da dor também são importantes.
A gangrena sinérgica de Meleney é causada pela associação de Staphylococcus aureus com estreptococos microaerófilos, agindo sinergicamente para promover a necrose tecidual progressiva.
Clinicamente, apresenta-se como uma lesão dolorosa e progressiva, com áreas de necrose central e eritema periférico, geralmente após um trauma ou cirurgia, com odor fétido.
O tratamento envolve desbridamento cirúrgico agressivo do tecido necrótico e antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo tanto S. aureus quanto estreptococos e anaeróbios.
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