MGUS: Diagnóstico, Riscos e Prognóstico na Hematologia

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Com relação a gamopatia monoclonal de significado indeterminado sabe-se que:

Alternativas

  1. A) Após exclusão de doença ativa, como mieloma múltiplo, amiloidose e macroglobulinemia de Waldenstron, é desnecessário o seguimento hematológico.
  2. B) A maioria dos casos está associado a doença reumatológica em atividade.
  3. C) É uma entidade rara com incidência abaixo de 50 casos/milhão de habitantes.
  4. D) Pacientes cuja imunofixação sérica revela secreção de IgA monoclonal tem pior prognóstico do que aqueles cuja proteína secretada é IgG monoclonal.

Pérola Clínica

MGUS não-IgG (IgA ou IgM) + Proteína M > 1,5g/dL = maior risco de progressão para Mieloma.

Resumo-Chave

MGUS é uma condição pré-maligna; o isotipo da imunoglobulina e a concentração da proteína M são os principais preditores de transformação em Mieloma Múltiplo.

Contexto Educacional

A Gamopatia Monoclonal de Significado Indeterminado (MGUS) é uma entidade clínica comum, especialmente em idosos (incidência de ~3% acima dos 50 anos), desmentindo a ideia de que seja rara. Ela representa um estágio inicial de desregulação de plasmócitos. A estratificação de risco de Mayo Clinic utiliza três fatores: Proteína M > 1,5 g/dL, isotipo não-IgG e relação de cadeias leves livres anômala. A presença de secreção de IgA monoclonal coloca o paciente em uma categoria de maior vigilância devido à biologia mais agressiva comparada ao tipo IgG.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios diagnósticos para MGUS?

Os critérios incluem: Proteína M sérica < 3 g/dL, plasmócitos na medula óssea < 10% e ausência de danos em órgãos-alvo (critérios CRAB: Cálcio elevado, Insuficiência Renal, Anemia ou Lesões Ósseas) relacionados à proliferação plasmocitária.

Por que o isotipo IgA tem pior prognóstico?

Pacientes com MGUS do tipo não-IgG (como IgA ou IgM) apresentam uma taxa de progressão para mieloma múltiplo ou doenças linfoproliferativas significativamente maior do que aqueles com o isotipo IgG, que é considerado de menor risco relativo.

Como deve ser feito o seguimento desses pacientes?

O seguimento é vitalício. Geralmente, realiza-se eletroforese de proteínas e hemograma em 3-6 meses após o diagnóstico inicial e, se estável, anualmente para monitorar sinais de progressão para mieloma múltiplo ou amiloidose.

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