SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Um paciente de 80 anos compareceu ao ambulatório de clínica médica para avaliação de resultados de exames complementares solicitados em consulta anterior devido a queixas de fadiga, "dores nas costas" e em membros inferiores. Dentre os exames, foi solicitada eletroforese de proteínas séricas cujo resultado sugeriu a presença de uma gamopatia monoclonal. Dentre os diagnósticos diferenciais desse caso, qual das alternativas seguintes deve ser EXCLUÍDA?
Pico monoclonal na eletroforese → investigar Mieloma, Waldenström ou MGUS; PAF é doença genética.
Gamopatias monoclonais envolvem a produção de proteína M por clones de células B ou plasmócitos; a PAF é uma amiloidose hereditária sem componente monoclonal.
A investigação de gamopatias monoclonais em idosos com dores ósseas e fadiga é crucial. O Mieloma Múltiplo é a neoplasia plasmocitária clássica, enquanto a Macroglobulinemia de Waldenström envolve linfócitos B produtores de IgM. A eletroforese de proteínas séricas é o teste de triagem, mas a imunofixação é necessária para confirmar a monoclonalidade e identificar o tipo de cadeia pesada e leve.
É a presença de uma proteína monoclonal (proteína M) no soro ou urina, resultante da proliferação clonal de plasmócitos ou linfócitos B, detectada como um pico estreito na eletroforese de proteínas.
O MGUS (Gamopatia Monoclonal de Significado Incerto) apresenta proteína M < 3g/dL e < 10% de plasmócitos na medula, sem lesões de órgão-alvo (CRAB). O Mieloma exige evidência de dano orgânico ou infiltração plasmocitária > 60%.
A PAF é uma doença autossômica dominante causada por mutações no gene da transtirretina (TTR). Embora cause neuropatia e sintomas sistêmicos, ela não envolve a produção de imunoglobulinas monoclonais.
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