HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2015
Em relação à Gamaglutamil Transferase (GGT), é INCORRETO afirmar que:
GGT ↑ isolada → indução enzimática (álcool/drogas); GGT + FA ↑ → colestase.
A GGT é uma enzima hepática sensível, mas pouco específica, para lesão hepatobiliar. Sua elevação isolada pode indicar indução enzimática (álcool, drogas), enquanto a elevação conjunta com a fosfatase alcalina (FA) sugere colestase.
A Gamaglutamil Transferase (GGT) é uma enzima amplamente utilizada na prática clínica para avaliação da função hepática, especialmente em casos de suspeita de doença hepatobiliar. Embora não seja exclusiva do fígado, sua atividade é mais proeminente neste órgão, sendo um marcador sensível para lesão hepática e colestase. Sua elevação pode indicar diversas condições, desde indução enzimática até doenças mais graves. A GGT é um indicador sensível de doença hepatobiliar, mas sua especificidade é limitada. A elevação isolada da GGT pode ser vista em pacientes etilistas crônicos ou em uso de certas medicações. Quando elevada em conjunto com a fosfatase alcalina (FA), torna-se um forte indicativo de colestase. A GGT tipo 2 (GGT II) tem sido estudada como um marcador auxiliar para o Carcinoma Hepatocelular (CHC) em conjunto com a alfafetoproteína. É crucial interpretar a GGT no contexto clínico completo e em conjunto com outros exames hepáticos, como transaminases e bilirrubinas. A síndrome dismetabólica, por exemplo, é uma condição comum associada à elevação da GGT. O entendimento de suas variações e associações é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo adequado das doenças hepáticas, sendo um conhecimento essencial para a residência médica.
A GGT é uma enzima envolvida no metabolismo da glutationa, presente em diversos tecidos, mas com maior atividade no fígado, rins, pâncreas e intestino. Sua principal função é transferir grupos gama-glutamil.
A elevação da GGT, quando acompanhada de aumento da fosfatase alcalina (FA), é um forte indicativo de colestase, seja intra ou extra-hepática, auxiliando na diferenciação de outras causas de FA elevada (ex: ósseas).
A GGT pode estar elevada por indução enzimática (uso de álcool, fenitoína, barbitúricos), na síndrome dismetabólica, obesidade, diabetes, doenças cardíacas e renais, tornando-a um marcador sensível, mas inespecífico.
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